Dragabras tem até o dia 3 de novembro para disponibilizar sua draga no Porto de Santos

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A Dragabras Serviços de Dragagem tem até o próximo dia 3 para deslocar a draga Pearl River até o Porto de Santos. Este será o equipamento utilizado para a manutenção das profundidades do canal de navegação do cais santista pelos próximos 12 meses. A expectativa é de que as obras sejam iniciadas logo após as inspeções da embarcação, que são feitas por equipes da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).  

A ordem de serviço para o início dos trabalhos foi expedida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) na última quinta-feira. Logo em seguida, executivos da empresa e da Autoridade Portuária começaram a discutir os primeiros detalhes do projeto, que é fundamental para garantir o acesso de navios ao complexo marítimo e a competitividade dos terminais instalados no cais santista.  

De acordo com o diretor de Engenharia da Codesp, Antonio de Pádua Andrade, foi dado um prazo de 20 dias para a chegada da draga ao Porto de Santos. Atualmente, ela está na Nigéria (costa ocidental da África) e, segundo os executivos da Dragabras, são necessários de 12 a 15 dias para o deslocamento.  

“Logo após a chegada, ela vai passar pelas inspeções da Capitania dos Portos. Estimamos que isso seja feito em três ou quatro dias. Depois, ela já vai estar livre para iniciar a dragagem do canal”, explicou Pádua.  

Essa inspeção do órgão militar é necessária já que a embarcação está retornando ao País. Além dos itens de segurança, serão analisados os documentos da draga e de sua tripulação. A embarcação receberá um atestado de inscrição temporária e autorização para operação em áreas jurisdicionais brasileiras.  

Na próxima semana, os técnicos de segurança do trabalho da Codesp e da Dragabras devem iniciar uma integração. Além disso, as equipes de engenharia das duas empresas terão reuniões para traçar o planejamento dos trabalhos. 

Por enquanto, é certo que as obras serão iniciadas pelo Trecho 1 do canal de navegação, que fica entre a Barra e o Entreposto de Pesca. Este é o ponto onde há o maior índice de assoreamento (deposição de sedimentos) e, portanto, demanda maiores esforços para a manutenção da profundidade.  

“Enquanto ela (a draga) está em mobilização, a Dragabras já faz a batimetria (o levantamento da profundidade da via de navegação). Assim, ela já chega para dragar”, destacou Antônio de Pádua Andrade.  

Equipamento 

Com capacidade para armazenar até 24.130 metros cúbicos de sedimentos em sua cisterna (porão), a draga Pearl River já atuou na dragagem do Porto de Itaguaí (RJ). Trata-se de uma draga tipo Hopper, de sucção, autotransportadora. Ela tem 182,2 metros de comprimento e 28 metros de largura. O edital de licitação da Codesp exigia um equipamento com capacidade de dragar 20 mil metros cúbicos de sedimentos por dia. 

O projeto da Autoridade Portuária prevê a extração de até 4,3 milhões de metros cúbicos de lama do fundo do canal no período de um ano. 

A Dragabras venceu a licitação da dragagem do Porto ao apresentar um lance de R$ 72 milhões para a execução da obra. A Companhia Docas estimava gastar R$ 116,9 milhões no serviço.  

O contrato com a empresa, assinado na última segunda-feira, terá uma cláusula rescisória, a ser acionada caso o Governo Federal defina a licitação para a dragagem do complexo santista realizada no ano passado pela extinta Secretaria de Portos (SEP, extinta no semestre passado e cujas funções foram incorporadas pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil). 

Fonte: Fernanda Balbino / A Tribuna

Por Redação

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