Diretor da ANTAQ destaca potencial do transporte marítimo no Brasil

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O Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Adalberto Tokarski, proferiu nesta segunda feira, dia 17, uma das palestras principais da IX PIANC/COPEDEC (Conferência Internacional de Engenharia Costeira e Portuária em Países em Desenvolvimento), que está sendo realizada de 16 a 21 de outubro, no Rio de Janeiro.

O evento reúne 450 profissionais da área de infraestrutura portuária e marítima, fornecedores de equipamentos, especialistas ambientais, pesquisadores e estudantes de 37 países. A ANTAQ coordena a realização do evento no país, cujo tema é Aperfeiçoando o Transporte Aquaviário e o Desenvolvimento Costeiro – O desafio de alcançar soluções integradas.Ao falar do potencial do transporte aquaviário nacional, o diretor-geral da ANTAQ lembrou que os 37 portos organizados e os 180 terminais de uso privado (TUPs) brasileiros movimentaram um bilhão de toneladas de cargas no ano passado. Segundo Tokarski, além disso, o país conta com cerca de 8 mil quilômetros de costa e possui 22 mil quilômetros de rios navegados, que podem atingir 40 mil quilômetros no futuro.

O diretor-geral da ANTAQ destacou as mudanças na Lei dos Portos para aumento da infraestrutura portuária, como a que trouxe o fim das restrições à movimentação de cargas de terceiros pelos TUPs, “o que vem permitindo um aumento significativo dos investimentos privados no setor, com ganhos na corrente de comércio brasileira”. Tokarski informou que a intenção do governo brasileiro é oferecer mais áreas para o investimento privado nos portos organizados, aumentando a concorrência no setor. “E não é só investimentos privados internos não. Queremos investimentos externos também”, salientou.

Como instrumento de planejamento portuário, o diretor da ANTAQ observou que o país precisa retirar os gargalos que reduzem a eficiência do seu setor aquaviário e defendeu um maior diálogo com instituições análogas de outros países para promover a melhoria da gestão dos portos brasileiros. “Nós precisamos buscar a experiência de fora, para aperfeiçoarmos o nosso modelo e, com isso, aumentarmos a nossa competitividade”, apontou.

As duas outras palestras principais da Conferência foram proferidas pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT) e pelo gerente do Programa de Pesquisas Ambientais sobre Operações de Dragagens (DOER) e líder do Programa de Engenharia com a Natureza (EWN), do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE), Todd Bridges. O palestrante norte-americano discorreu sobre os grandes desastres naturais ocorridos na costa dos Estados Unidos e as medidas tomadas em seu país para prevenir os impactos de catástrofes naturais, como furacões, com uso da engenharia e aproveitamento da geologia local.

Fonte: ANTAQ

Por Redação

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