The New York Times – Petróleo sinaliza recuperação

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Matéria publicada pelo jornal norte-americano The New York Times nesta quinta-feira (20) conta que após uma queda de parar o coração no preço do petróleo ao longo dos últimos dois anos, junto aos cortes de dividendos e a eliminação de dezenas de milhares de postos de trabalho, as maiores companhias de petróleo estão se mostrando surpreendentemente saudáveis com estabilidade de lucros e produção.

Na verdade, com o comércio de petróleo variando de US $ 40 a US $ 50 por barril na maior parte do ano de 2016, os especialistas dizem que os maiores produtores de energia estão prestes a se recuperar quando os preços permanecerem estáveis.

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A reportagem afirma que ao longo dos últimos 12 meses, perfuradores eliminaram cerca de 20.000 postos de trabalho nos Estados Unidos, de acordo com o Departamento de Trabalho, e Morgan Stanley espera que a produção doméstica de petróleo termine 2016 produzindo meio milhão de barris a menos de quando começou. A perfuração em águas profundas foi reduzida em lugares como o Golfo do México, assim como os projetos multibilionários em todo o mundo.

“Quem sobreviver a isso vai vencer”, disse Michael Rothman, analista e presidente da Cornerstone Analytics, uma empresa de pesquisa sediada em Nova Jersey. 

O jornal norte-americano diz que apesar do esforço para reduzir a dependência de combustíveis fósseis em muitos países em face da mudança do clima, bem como a crescente popularidade dos carros elétricos nos Estados Unidos, o apetite global por petróleo ainda deve subir.

O NYT acrescenta que mesmo com o crescimento mais lento do que nos últimos anos, a China continua consumindo cada vez mais petróleo bruto. A Índia também tem uma classe média crescente que vai precisar de gasolina e outros combustíveis para alimentar seus novos automóveis. Muitos motoristas americanos, para não mencionar as montadoras de Detroit, ainda favorecem os veículos utilitários esportivos beberrões de gasolina e outros carros grandes.

Ao mesmo tempo, os produtores de petróleo do Oriente Médio como a Rússia têm demonstrado um pouco mais de vontade de trabalhar em conjunto para manter a estabilidade de preços após a volatilidade dos anos 2014 e 2015. Não existe garantia de que os preços do petróleo vão subir – ou mesmo permanecer onde estão. Há pouco mais de dois anos atrás, quando o petróleo era negociado a US $ 100 por barril, muitos especialistas, para não mencionar os executivos, não tinham noção de que um acidente estava por vir, observa o New York Times.

Algumas pequenas empresas de exploração e produção nos Estados Unidos foram forçados a pedir falência, incapazes de sustentar o pagamento da dívida quando o petróleo bruto entrou em colapso. Mas a fraqueza na verdade, tem proporcionado uma abertura para as grandes empresas adquirirem bens, essencialmente, a perfuração de petróleo em Wall Street através da compra de empresas em dificuldades endo vendidas a preços baixos, finaliza The New York Times.

Fonte: Jornal do Brasil

Por Redação

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