Internacional – Maersk e MSC devem pegar nove navios da Hanjin

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O banco HSH Nordbank declarou nesta quinta feira que a Maersk Line deve afretar seis navios conteineros da Hanjin para um contrato de longo prazo e diversas fontes do Mercado afirmaram que a MSC deve afretar mais três. É o “Grupo 2M” em mais um movimento estratégico de Mercado.

Os navios que seriam interessantes para a Maersk possuem uma capacidade de 13100 TEUs cada e o negócio seria fechado através de um contrato intermediado pelo banco HSH Nordbank, maior interessado no negócio e isso deve começar em dezembro deste ano.

Em declaração dada à Imprensa recentemente, o Gestor de Riscos do banco HSH Nordbank, Ulrik Lackschewitz, afirmou que afretar esses navios pela Maersk Line vai gerar alguma perspectiva a longo prazo, aliviando um pouco os efeitos da quebra da Hanjin.

Os nove navios envolvidos no negócio, seis para a maersk e três para a MSC, estão avaliando em cerca de US$ 90 milhões cada e estão entre os melhores navios da frota da Hanjin e o afretamento dos mesmos a longo prazo pelas Maersk e MSC é um claro sinal de que o armador coreano não vai ter de volta seu antigo status de player mundial no transporte de contêineres, pelo menos não tão cedo. Esta é uma conclusão triste, já que os planos da Hanjin eram de vender pelo menos cinco de seus maiores navios para que fosse levantado algum caixa que permitisse descarregar a carga ainda a bordo, pagar credores e tentar reemergir como grande player pelo menos na Ásia. vale lembrar que a Hanjin, antes da quebra, era a sétima maior companhia de navegação transportadora de contêineres do mundo.

Diante do cenário atual, o máximo que a Hanjin consegue, segundo nossa análise, é ser uma pequena companhia operando regionalmente na Ásia. É isso ou liquidar a empresa de vez.

Avaliando as demais informações passadas por grandes veículos internacionais de Imprensa especializada, fomos informados que a Hanjin planeja fechar seus 10 escritórios na Europa, incluindo sua base regional na Alemanha e pretende negociar a venda de suas ações do terminal de Long Beach, na Califórnia, para a MSC e deve provavelmente negociar todas as suas operações nas linhas da costa leste dos Estados Unidos, que fazem justamente o trading com a Asia, pelo menos seria este o movimento normal. Como parte da ação para recuperar a empresa, cuja dívida total gira em torno dos US$ 5 bilhões, deve haver um corte de 60% em seu quadro de funcionários de terra, que gera em torno de 700 empregados.

Conforme noticiamos aqui no Portal Marítimo recentemente (clique aqui para ver a matéria), também há a informação de que a HMM (Hyundai Merchant Marine), com financiamento fornecido pelo banco estatal coreano KDB (Korean Development Bank), uma espécie de BNDES local, deve pega alguns navios ha Hanjin também, uma vez que o maior credor da Hanjin neste momento é justamente o banco KDB.

O que limita a HMM neste momento é sua baixa capacidade de transporte e a aquisição dos navios da Hanjin funcionaria como um belo vento de popa, já que na atual conjuntura, os melhores contratos para as rotas Ásia – estados Unidos são os da samsung e LG e somente a Maersk Line e MSC teriam condições de cobrir essas linhas.

Segundo o Ministério Marítimo da Coréia dos 97 navios da Hanjin, 81 já descarregaram os contêineres por todo o mundo. Cerca de nove navios ainda permanecem sem nenhum suporte no mar e outros sete navios estão navegando de volta para o país, onde poderão descarregar sem risco de arresto em Busan e outros portos. a expectativa é que todos os navios estejam descarregados definitivamente no final de Outubro.

Quer conversar mais sobre o assunto? Me manda um e mail que a gente bate um papo: rodrigo.cintra@portalmaritimo.com

Por Rodrigo Cintra

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