Marcelo Crivella pretende municipalizar Porto do Rio

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O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), quer municipalizar os nove hospitais federais da capital e o Porto da cidade. Ontem, em jantar com o Presidente Michel Temer, oferecido ao Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, ele pediu que fosse repassado à Prefeitura o controle de todos esses equipamentos.

“Já conversei com o Ministro dos Transportes, conversei com Temer agora e ele disse que vai estudar. Já há precedentes, e eu mostrei o interesse do Rio” afirmou, após o jantar. Antes mesmo do encontro com Temer, Crivella já se mostrava otimista e avaliava que não haveria “problema” na negociação, lembrando que o Governo Federal já fez delegações de portos para outras prefeituras. (…)

A respeito da municipalização do Porto, que está sob administração da Companhia Docas do Rio de Janeiro, ligada ao Ministério dos Transportes, a avaliação de Crivella é que a unidade irá injetar R$ 100 milhões por ano no caixa da Prefeitura.

A delegação de portos federais para municípios e estados é possível e tem precedentes, mas o prefeito eleito deve enfrentar resistências no governo federal. Do ponto de vista financeiro, a transferência faz pouco sentido, disse uma fonte do governo federal, porque o porto do Rio é deficitário e conta com um dos maiores passivos trabalhistas do país. O que Crivella certamente ganharia com a mudança é o poder de indicar funcionários para o porto, que hoje são ligados principalmente ao PMDB.

Técnicos do Governo discutem meios para transferir os portos à iniciativa privada e consideram que seria um sinal dissonante ao mercado colocar o Porto do Rio sob gestão da cidade. “Seria trocar seis por meia-dúzia”, disse uma fonte.

Há outro agravante para a delegação do Porto. Segundo técnicos do Governo, a cidade deveria receber também a gestão dos portos de Niterói e Itaguaí, que ficam em outros municípios. “Daria uma confusão tremenda, mas pode acontecer”, ressaltou a fonte. Mesmo se a Prefeitura do Rio assumir esses portos, as futuras concessões de áreas — como a do terminal de trigo, que deve ocorrer em breve — e os contratos de arrendamento já em curso continuariam a responder para a União, em termos de metas e compromissos.

Fonte: Agência O Globo

Por Redação

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