Batman e Robin na mira da Lava Jato – entenda

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O Juiz Vítor Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal ouve nesta tarde de segunda (7), na Justiça Federal, no Centro do Rio, o empresário Luís Eduardo Campos Barbosa, de 51 anos. Ele é suspeito de participar de um esquema que pagou US$ 42 milhões em propinas a ex-funcionários da Petrobras, entre 1997 e 2012.

A ideia da Justiça e do Ministério Público Federal é que Luís Barbosa esclareça como se deu o pagamento irregular a Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras.

Foi Barusco que em um depoimento à Lava Jato declarou que Luís Barbosa era conhecido na Petrobras como Robin. O seu companheiro, o Batman, era o empresário Julio Faerman, representante no país da empresa holandesa SBM Offshore. “Por andarem sempre juntos”, disse Barusco na delação premiada homologada pela Justiça.

Faerman (Batman) e Barbosa (Robin) foram denunciados pelo Ministério Público Federal do Rio pelo pagamento de propinas por contratos de aluguel de navios plataforma da SBM Offshore à Petrobras. Um deles, o P-57, custou à companhia brasileira R$ 1,2 bilhão. A Justiça quer saber se houve pagamento de propina nesta ocasião.

Luís Barbosa foi sócio de Julio Faerman na Oildrive Consultoria, uma das representantes da holandesa SBM Offshore no Brasil. Um relatório da Receita Federal e encaminhado à Polícia Federal mostra que o patrimônio do empresário passou de R$ 517 mil em 2003 para R$ 50 milhões em 2013. De acordo com auditores, aumentou 97 vezes em dez anos.

Um relatório da PF classifica o empresário Luís Barbosa ainda como operador das empresas Alusa e RollsRoyce que serviriam “como instrumento para que a partir da celebração de contratos fraudulentos e emissão de notas fiscais inidôneas, as empreiteiras efetuassem pagamento de propina a agentes públicos e privados, inclusive empregados públicos”.

Na sexta (4), o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco prestou depoimento neste processo na Justiça Federal do Rio. Ele confirmou que recebeu propinas pagas pelos empresários Julio Faerman e Luís Barbosa. Um dia antes, na quinta (3), Faerman contou que pagou entre 2008 e 2012, US$ 10 mil de propinas mensais a Barusco por informações sigilosas da Petrobras.

Fonte: Marco Antonio Martins / G1

Por Redação

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