Complexo portuário de Suape comemora 38 anos

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“Tudo o que víamos eram pedra, poeira e sonhos”. É assim que Emilio Schuler se recorda do Complexo Industrial Portuário de Suape, quando ele começou a ser construído, há 38 anos. Na época, era ele o responsável por apresentar a área a comitivas de diplomatas que visitavam o estado.

“Certa vez me chamaram de louco por eu dizer que naquele terreno acidentado haveria uma refinaria de petróleo e mais na frente um estaleiro. Disseram ser impossível. Mas estava tudo no master plan e eu acreditava. Hoje me emociono ao ver que as pedras se tornaram edifícios, a poeira virou estrada e o sonho está realizado”, diz com orgulho de quem se denomina “acionista afetivo” do complexo.

“Ninguém acreditava nas mudanças que estavam acontecendo. Com o tempo, as empresas foram chegando, Suape crescendo e nós fomos nos envolvendo mais e mais”, afirma o supervisor de articulação da Coordenadoria de Assistência Social de Suape, Mario Amâncio de Freitas, conhecido como Mario Mestre, que também trabalha no local desde as primeiras obras. Nos últimos 38 anos, o porto cresceu e o terreno de 670 hectares começou a atrair investimentos. “Foi tudo aos poucos. Houve tempos bem difíceis mas ninguém desistiu”, enfatiza Mario Mestre. Hoje, o local abriga 1.000 empresas, divididas em 13 polos de desenvolvimento. Com isso, o complexo industrial portuário faz jus ao nome de batismo.

“Quando o projeto do Porto de Suape surgiu, ele era tratado como uma alternativa ao Porto do Recife, que está em uma área urbana. No estado, todos acreditávamos. Faltava a aposta do governo federal. Não foi fácil apostar sozinhos. Na década de 1990, a ajuda de Brasília começou a chegar e aí deslanchamos”, conta Jorge Dias, mais um dos “acionistas afetivos”. No complexo, a jornada de trabalho dele iniciou junto com a realização da dragagem interna, que durou seis anos. “Em seguida, eu fiquei como chefe do Departamento de Engenharia e hoje estou na gestão do pátio público de veículos, um desafio totalmente novo”, comemora.

A importação e exportação de veículos é mais uma das novas operações do complexo, que antes movimentava predominantemente contêineres. “Desde dezembro de 2014, o perfil da nossa movimentação vem mudando. Até pelo início da operação da Refinaria Abreu e Lima. Hoje, 70% da movimentação são de combustíveis. Os negócios com o setor de veículos também têm crescido. Devemos chegar a 50 mil carros movimentados no terminal neste ano. Um recorde. Já a operação de contêineres, que respondiam por 50% das operações, teve queda neste ano, até por conta do cenário econômico”, detalha Paulo Coimbra, diretor de Operações do complexo.

De janeiro a setembro deste ano, passaram pelo porto 37.843 veículos. Deste total, 11.806 foram importados e 26.037 foram exportados. O balanço das operações também aponta que o ancoradouro tem a maior movimentação no comparativo com os demais portos públicos do Brasil, com 12.517.486 toneladas de cargas. O número representa um incremento de 24,11% neste tipo de operação, em comparação com o ano anterior.

Fonte: Rochelli Dantas / Diário de Pernambuco

Por Redação

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