Petrobras segue firme em sua trajetória de recuperação

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A Petrobras está em “trajetória firme de recuperação”, mas ainda há uma distância até que as metas de recuperação sejam completamente cumpridas, afirmou o Presidente da companhia, Pedro Parente.

Segundo ele, os dois últimos anos foram os piores da história da companhia. Mas “medidas foram tomadas para reverter esse cenário, como a formação de um novo conselho e uma nova diretoria, e um programa de desinvestimento ‘ambicioso'”, disse Parente.

O Presidente da Petrobras elogiou o Presidente da República, Michel Temer, também presente ao evento. “Parte dos resultados se deve à visão e iniciativa do Presidente, por oferecer condições” de desenvolvimento do setor, afirmou Parente. O executivo elogiou a decisão do Congresso de acabar com a exclusividade da operação no pré-sal da Petrobras e abrir a liderança da região para outras petroleiras.

De acordo com ele, sem essa medida, o investimento no setor seria retardado, porque a Petrobras não teria como arcar. “O pré-sal deve atrair bilhões em investimento nos próximos anos, da Petrobras e da iniciativa privada”, disse. O presidente da estatal ainda pediu mudanças na política de conteúdo local, para que os fabricantes de equipamentos nacionais sejam premiados pela competitividade e não tenham reserva de mercado.

Segundo Parente, a Petrobras está ao lado da indústria local. “O que mais geraria emprego e renda? Produzir apenas para as empresas daqui no mercado fechado ou fornecer para exportações?”, questionou. Apesar de ainda carregar o título de petroleira mais endividada do mundo, a Petrobras começa a reconquistar a confiança dos investidores e a reverter os estragos deixados pelas denúncias de corrupção levantadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Com uma alta de 168% em suas ações acumulada no ano, a estatal já conseguiu subir neste ano três degraus em um ranking de valor de mercado que reúne as grandes companhias do setor. A Petrobras, que chegou a ocupar o terceiro lugar em maio de 2008, hoje é a 8ª colocada. Em janeiro deste ano, seu pior momento, estava situada na 11ª posição.

Em entrevista, o Presidente da estatal comemora a escalada da empresa, mas diz que “a parte mais difícil vem agora. Executar um plano que inclui a redução de custos e de investimento, sem reduzir as metas e com ganho de produtividade, além de um programa de desinvestimento relevante, o que requer muita disciplina”. O projeto da Petrobras é correr com os ajustes para alcançar, em 2018, os mesmos indicadores das petroleiras que possuem grau de investimento, o selo de boa pagadora que perdeu em fevereiro de 2015.

A principal meta é a redução do comprometimento do caixa com pagamento de dívida. A ideia é chegar a um indicador de alavancagem (relação entre dívida líquida e geração de caixa) de até 2,5 em dois anos. Hoje, o indicador está em torno de 5. “Desejo o grau de investimento o mais cedo possível. A gente tem de fazer a nossa parte e o ‘upgrade’ (elevação da nota de risco) vem como consequência”, acrescentou Parente.

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Fonte: Jornal do Comércio

Por Redação

1 COMENTÁRIO

  1. Uma empresa como a PETROBRAS não pode ser extinta assim de maneira do faroeste. Se tiver diretores compromissados com a Nação, ela se erguerá tão rápido quanto a Nação lhe cobre. Se a diretoria da empresa for ilibada, então …

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