Rolls Royce planeja mais 800 demissões

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A Rolls Royce tem em seus planos o corte de mais 800 funcionários em sua Divisão Marítima. A empresa vem implementando uma série de medidas de reestruturação que devem promover a economia anual de US$ 63,5 milhões a partir do início do segundo semestre de 2017, de acordo com um comunicado emitido recentemente.

Esse corte significa cerca de 17% de sua força de trabalho e envolve seu pessoal de equipamentos marítimos e equipe de projetos de construção naval, já que o preço baixo do petróleo impactou negativamente a demanda por serviços na Indústria de Exploração e no Apoio Marítimo com o um todo.

A reestruturação incluirá a simplificação dos processos de gerenciamento da empresa e redução de custos não específicos e custarão aos cofres da Rolls Royce algo em torno de US$ 25 milhões.

Desde o início do ano a Rolls Royce já demitiu mais de 1000 funcionários de sua Divisão Marítima, possuindo ainda hoje cerca de 4800 funcionários espalhados por 34 países, incluindo as outras divisões da empresa, dos quais 1900 estão na Noruega, seu país de origem. Segundo a empresa, o Mercado Offshore mundial não está demonstrando nenhum sinal de recuperação e as perspectivas vão ficando cada vez mais sombrias conforme os serviços vão diminuindo.

Escritórios já foram fechados ou vendidos em 12 das 27 localidades onde a Rolls Royce possui um suporte maior e a empresa pretende encerrar suas atividades em mais alguns países e mudar suas plantas de produção para algumas economias emergentes, onde os custos são bem mais em conta.

A Divisão Marítima da Rolls Royce atualmente fornece sistemas de propulsão e governo para diversos setores da navegação, sendo uma das grandes fornecedoras de equipamentos para embarcações de Apoio Marítimo, plataformas de petróleo e gás dos mais diversos tipos, navios cargueiros, transatlânticos, ferry boats, lanchas, iates de luxo e navios de guerra e também projeta navios inteiros.

A parte mais conhecida da empresa, que é a que fabrica um dos motores mais robustos e confiáveis do Mercado, é coordenada pela Divisão de Energia, que, assim como a marítima, está literalmente em hibernação, uma vez que as encomendas praticamente zeraram.

Como parte da nova era de desafios, a Rolls Royce planeja estabelecer um hub de serviços e um centro de pesquisa para novas tecnologias de propulsão em Ulsteinvik, Noruega.

Por Rodrigo Cintra

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