OPEP deve tomar cuidado com produção americana, dizem especialistas

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A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de reduzir a produção pela primeira vez em oito anos turbinou os preços do petróleo. Eles subiram quase 20 por cento desde 30 de novembro, dia em que as autoridades da Opep se reuniram em Viena.

Mas nem tudo vai bem para os representantes do setor do petróleo, porque essa recuperação vai estimular a produção nos EUA e colocar um teto no aumento dos preços.

A produção de petróleo dos EUA, exceto Alasca e Havaí, poderia aumentar quase 500.000 barris por dia até o fim de 2017, para um total de 7,45 milhões de barris diários, se o preço do WTI subir para US$ 60 o barril, de acordo com a Macquarie. Outros analistas têm projeções semelhantes.

“Depois de seis a nove meses a US$ 60 você vai começar a ver a produção onshore dos EUA crescer muito e rapidamente”, disse o diretor global de estratégia de energia do Citigroup, Seth Kleinman, em um seminário na internet da Bloomberg no fim de novembro.

O controle da Opep sobre a oferta mundial está ameaçado pelos produtores dos EUA, cujos custos despencaram.

“A curva de custo para o xisto dos EUA caiu drasticamente”, disse Kleinman. “Em 2012, o petróleo a US$ 50 renderia 500.000 barris por dia. Agora, estamos falando de muito mais do que 5 milhões de barris por dia.”

Os números mais recentes da Bloomberg Intelligence mostram equilíbrios em alguns empreendimentos em Eagle Ford e a Bacia do Permiano está vários dólares abaixo da média do WTI em 2016, de US$ 42,50 o barril.

A produção dos EUA se estabilizou nos últimos seis meses em torno de 8,5 milhões e 8,6 milhões de barris diários e a média dos preços do petróleo foi de US$ 46,54 por barril. A produção de baixo custo cresceu na Bacia do Permiano, mas a produção diminuiu nas regiões de Bakken e Eagle Ford.

A questão mais importante para a Opep é saber quais lições aprendidas com a Bacia do Permiano podem ser aplicadas a outros empreendimentos, disse Kleinman.

Walt Chancellor, analista da Macquarie disse que seu cenário base (supondo uma média de US$ 56 por barril de WTI em 2017) mostra que a produção de Bakken e Eagle Ford apresentará um leve crescimento de cerca de 20.000 a 30.000 barris por dia no fim de 2017, aliada a um crescimento muito forte na Bacia do Permiano. No entanto, pode haver certa volatilidade por causa do grande número de poços perfurados e incompletos em ambos os empreendimentos.

“Supomos que esses poços incompletos serão esgotados proporcionalmente durante um período de oito trimestres a partir do segundo semestre de 2016. O verdadeiro ritmo e o momento de esgotamento desses poços serão um motor fundamental da produção obtida nesses empreendimentos em 2017.”

Fonte: Bloomberg

Por Redação

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