Navios da Hanjin seguem sendo leiloados para o pagamento de credores

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Um consórcio de bancos liderados pelo HSH Nordbank, da Alemanha e pelo Export end Import Bank, da Coréia do Sul, acabou de vender para a Seaspan quatro navios panamax que pertenciam a Hanjin, armador coreano que quebrou recentemente, conforme fartamente noticiado em nossas páginas.

Os quatro navios, cada um com 4275 TEUs, foram construídos pela Samsung Heavy Industries em 2008 e 2009 ecada um foi vendido pela bagatela de uS$ 5,6 milhões.

Na semana passada  a KMTC (Korea Marine Transport Co) entrou em um acordo semelhante com este mesmo consórcio para a venda de quatro navios do mesmo tipo e construídos no mesmo período pelo preço total de US$ 22.4 milhões.

Recentemente, no início do mês, mais três navios do armador coreano foram vendidos num leilão em Rotterdam por um preço total de USS 392 milhões e o Banco HSH Nordbank era o vendedor dos mesmos e há uma previsão de outro leilão agora em Janeiro para a venda de mais navios da Hanjin.

É o início do fim de mais um armador gigante que se rende à crise que assola o setor de navegação e que foi potencializada pelo excesso de oferta de navios no mercado. Credores batem à porta com dívidas que vão tomando dimensões do tamanho do que foi a Hanjin.

É estranho ver a inércia do Governo Coreano perante o que ocorre na Hanjin, que levava a bandeira da Coreia do Sul por todo o mundo e, pelos fatos recentes no país asiático, fica também clara a posição protetora deste mesmo Governo em relação a HMM (Hyundai Merchant Marine), a queridinha do Governo e onde parlamentares coreanos possuem muitos interesses, não somente financeiros, mas principalmente políticos.

Na corrida pela liderança do mercado de transporte de contêineres, Maersk Line e MSC, através do Grupo 2M, seguem exercendo um papel de liderança e praticamente vendem lenços enquanto todos choram, mas devem esbarrar em comissões anti truste de diversos países e blocos e deverão ter uma estratégia adequada para driblar as comissões dentro dos limites da legalidade sem expor suas imagens ,algo um pouco difícil, mas não impossível.

Por Rodrigo Cintra

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