G2 Ocean – A empresa que vai controlar um terço da tonelagem mundial de graneleiros

0

g2-ocean
A Gear Bulk, empresa suíça de propriedade da família Jebsen, e a norueguesa Grieg Star, comandada pelas irmãs Camilla e Elisabeth Greig, finalmente chegaram a uma cordo a respeito do nome da nova empresa resultante da sua fusão.

A operação foi anunciada em outubro, e que cria um colosso que vai dominar um terço da tonelagem mundial de graneleiros, conforme matéria publicada no Portal Marítimo (clique aqui para acessar)..

A nova empresa terá o nome de G2 Ocean e ficará sediada em Bergen, na Noruega, conforme comunicado oficial recente.

A G2 Ocean deve iniciar suas operações ainda no primeiro semestre de 2017 e vai operar uma frota gigante de 130 navios graneleiros, onde a Gearbulk terá 65% do controle acionário enquanto a Grieg terá os 35% restantes, num patrimônio estimado em US$ 88 milhões.

Diante dos tempos difíceis que estamos testemunhando na indústria da navegação,com resultados financeiros ruins, as empresas estão seguindo a cartilha da BIMCO e buscando fusões para que se mantenham vivas.

Recentemente escrevemos no Portal Marítimo sobre isso (acesse aqui) e reforçamos esta necessidade, que aos poucos vai se espalhando pelo setor marítimo em geral, não atingindo apenas o setor de graneleiros, mas também o de contêineres, carga geral e em breve poderá atingir o transporte de petróleo e seus derivados, chegando até mesmo ao Apoio Marítimo.

Como já informado anteriormente, o excesso de oferta gerou a tendência e o próximo passo será o corte de navios que num mercado mais equilibrado ainda seriam rentáveis.

Mais do que apenas controlar os custos, o momento é de buscar diversas formas de superara a crise, promovendo mudanças estruturais nas empresas, buscando parcerias, benchmarks etc.

Por outro lado, os clientes que precisam dos serviços de transporte marítimo também vão se consolidando, criando operações maiores e mais complexas e com uma frota maior e unificada, certamente ficará bem mais fácil par atender a essa nova e crescente demanda.

Por Rodrigo Cintra

Deixe uma resposta