São Paulo – Marinha apreende 19 embarcações e notifica 76 na Operação Verão

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A primeira etapa da Operação Verão da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) chega ao fim neste domingo, com a marca de 76 notificações de infrações e 19 apreensões de embarcações. A campanha da Autoridade Marítima, voltada à fiscalização de barcos de esporte e recreio nas praias da região, será retomada entre os dias 30 de janeiro e 15 de março. E quem costuma utilizar motos aquáticas precisa estar atento às novas regras para o transporte de crianças.

Na Operação Verão, as embarcações abordadas pelas equipes da CPSP têm suas documentações e as de seus condutores verificadas. Neste ano, o tema escolhido pela Marinha para a campanha é a valorização da segurança das famílias e dos banhistas nesta época.

Cinco embarcações, três viaturas e ainda duas motos aquáticas são utilizadas durante a operação. A CPSP ainda conta com etilômetros (bafômetros) e intensifica as vistorias aos finais de semana, entre sexta-feira e domingo, por conta do grande movimento nas praias.

De acordo com o Capitão-de-Mar-e-Guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, comandante da CPSP, entre as irregularidades mais identificadas pelos militares, estão a navegação de embarcações sem inscrição na Marinha do Brasil e a presença de condutores não habilitados nos barcos.

“Ainda há pessoas fazendo manobras com embarcação a motor próximo à praia, principalmente moto aquática. As pessoas gostam de demonstrar suas habilidades nesta área, mas existe uma norma que tem que se manter, pelo menos, 200 metros de distância da praia”, destacou o Capitão dos Portos.

Segundo o oficial, na região, esta prática irregular tem sido verificada, principalmente, em São Vicente e em Guarujá.

A primeira etapa da Operação Verão começou no dia 22 de dezembro passado. Até a última quarta-feira, 1.147 embarcações foram abordadas. Este número também engloba as inspeções feitas pela Delegacia de São Sebastião, no Litoral Norte. Destas, 76 apresentaram algum tipo de irregularidade e foram notificadas.

Neste caso, os proprietários precisam se apresentar na sede da CPSP, no Cais da Marinha, em Santos, para prestar esclarecimentos. Já outros 19 barcos foram apreendidos logo após as abordagens. Isto acontece quando o condutor está embriagado ou não está habilitado.

“Infelizmente, tivemos um óbito, no caso dos pescadores que saíram para pescar em Peruíbe e a embarcação naufragou por algum problema. Esse é o dado negativo da Operação Verão por enquanto”, explicou.

Próxima etapa

O capitão dos portos de São Paulo espera que, na próxima etapa da campanha, que começará no final do mês, o número de abordagens seja ampliado. Além do período maior, a expectativa leva em conta a alta temporada.

Assim como na primeira etapa da operação, 80 militares participarão da campanha. Em Santos, São Vicente, Guarujá, Bertioga e Praia Grande, a CPSP terá o apoio de guardas municipais treinados através de um convênio firmado entre as prefeituras e a Autoridade Marítima.

A fiscalização vai acontecer prioritariamente nas proximidades de áreas com concentração de banhistas e surfistas, como as praias, e ainda nos locais onde são guardadas as embarcações, como garagens náuticas, marinas e ainda colônias de pesca. 

Marinha amplia rigor para motos náuticas

“Em todas as estatísticas, as motos aquáticas têm aparecido com o maior número de notificações e apreensões”, explicou o Capitão-de-Mar-e-Guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). De acordo com as estatísticas da Autoridade Marítima, entre as 43 notificações expedidas na região, 34 foram deste tipo de embarcação. Já apreensões de motos aquáticas somam 15, entre as 19. 

“A DPC (Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil) alterou algumas normas para garantir maior segurança das crianças que são transportas nas motos aquáticas. Desde dezembro do ano passado, as regras estão mais rígidas”, adverte o Capitão dos Portos.

A partir do fim de 2016, crianças com idade inferior a sete anos não podem ser transportadas nessas embarcações. Já as que estão entre sete e 12 anos, devem ser conduzidas na garupa da moto aquática acompanhadas ou autorizadas pelos pais ou responsáveis.

A Marinha do Brasil ainda recomenda o transporte de crianças entre dois adultos, em caso de motos aquática de três lugares. Em todas as situações, o ideal é que as crianças, mesmo maiores de sete anos, tenham uma estatura que permita fixar os pés na embarcação. A medida visa garantir uma maior firmeza durante os passeios com esse tipo de embarcação.

Outra recomendação estabelecida pela norma da Marinha é a condução das motos em velocidades seguras e controladas, de modo a evitar manobras bruscas. Para os condutores, a nova regra estabelece a necessidade de óculos protetores e luvas. Coletes salva-vidas são indicados em todos os casos, mas é preciso ter atenção para o tamanho do passageiro seja o mesmo do item de segurança. 

Fonte: A Tribuna

Por Redação

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