Na guerra dos bloqueios temos mais uma baixa: Seven Mar, da Subsea 7

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A Subsea 7 informou que a Petrobras encerrou unilateralmente o contrato com o navio lançador de linhas Seven Mar nesta segunda feira, dia 16, em mais um ocorrido em que a guerra de bloqueios entre as empresas desse tipo de serviço mostrou suas garras.

O navio foi bloqueado no final de maio de 2016 e teve seu contrato suspenso na época. Porém, com a saída do Normand Seven, ele acabou voltando para contrato como substituto.

Diante do novo bloqueio e com seu CAA vencido, a Petrobras optou por não prosseguir com o contrato e caberia a ela, como afretadora, solicitar à ANTAQ

De acordo com a legislação vigente, um navio estrangeiro sem o CAA (Certificado de autorização de Afretamento), não consegue emitir outros documentos importantes como o AIT, CTS, AJB, etc.

Segundo a empresa, os prejuízos são de US$ 106 milhões e ainda não foi informado se o navio aguarda os 90 dias a que tem direito ou se sairá do país de imediato. É algo a se pensar rápido, já que contratos spot para lançamento de linhas ou serviços submarinos são raros e complicados e manter um navio desse tipo mobilizado tem um custo bastante considerável.

Navios como o Braztrans 1 são utilizados para aumentar tonelagem

A guerra de bloqueios entre as empresas de serviços submarinos vai ganhando contornos cômicos, pois agora  vale até mesmo comprar os navios que andavam largados na Baía de Guanabara e que nada tem a ver com suas atividades para somar tonelagem e colocar navios pelo REB, com é o caso da Subsea 7 com o graneleiro Braztrans 1, velho conhecido nosso no local.

A Subsea 7 aguarda decisão da ANTAQ em relação à autorização para manter o graneleiro na frota da empresa para assim ter tonelagem suficiente para colocar o Seven Phoenix, que está em contrato com a Petrobras até 2018, pelo REB (Registro Especial Brasileiro).

O lado bom é ver que isso gera mais empregos por aqui, pois os navios devem estar tripulados.

Por Rodrigo Cintra

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