Astromarítima – Empresa encontra-se com enorme dívida e futuro é incerto

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A Astromarítima Navegação, empresa brasileira de Apoio Marítimo, que havia entrado com seu pedido de Recuperação Judicial na Terceira Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acaba de sofrer mais um revés.

O pedido havia sido colocado em segredo de Justiça, no dia 13 de Dezembro. Após analisar a petição inicial, a Juíza Maria Christina Berardo Ruckner, ao perceber que todos os requisitos eram cumpridos para uma Recuperação Judicial, deferiu o pedido da empresa.

Porém, no dia 19 de dezembro, o Juiz Luiz Alberto Carvalho Alves, por se tratar de uma Recuperação Judicial e, por isso mesmo, havendo a necessidade de que todos os credores sejam informados, levantou o segredo de Justiça, o processo seguiu em público e desde então vem sendo monitorado por nossa equipe. Neste deferimento, o Juiz indicou que as instituições financeiras que tivessem qualquer valor fruto de financiamentos a receber se abstivessem, algo bem normal neste caso, e que permite que a empresa devedora “respire” um pouco e possa pagar seus credores.

Ontem, dia 17 de janeiro, foi autorizado em decisão preliminar do Desembargador Pedro Freire Raguenet, que os bancos credores deduzissem os valores devidos pelas empresas de seus recebíveis, sendo que esta é a parte mais volumosa da dívida.

A Equipe de Consultores do Grupo Portal Marítimo teve acesso à lista de credores e pôde ver que trata-se de centenas de partes interessadas, em dívida com a estruturação que segue abaixo:

  • CLASSE I (Dívidas Trabalhistas) – R$ 11.969.713,59
  • CLASSE II (Dívidas junto à instituições financeiras) – R$ 389.155.360,72
  • CLASSE III (Dívidas junto à Prestadores de Serviços) – R$ 17.985.157,05
  • CLASSE IV (Dívidas junto à Pequenas Empresas) – R$ 622.198,31
  • TOTAL DA DÍVIDA – R$ 416.732.429,67

A empresa, que atua no Apoio Marítimo desde a década de 70, sendo pioneira nesta área, que já vinha mal das pernas há anos, deve agora apresentar um plano para o pagamento dessas dívidas, do contrário, poderá vir a falência.

Os empregados estão extremamente preocupados pois, segundo nossas fontes, as demissões já serão iniciadas e, a princípio, não há recursos para a Astromarítima realizar o pagamento de seus funcionários, já que o Tribunal de Justiça do Rio mandou executar o pagamento das instituições financeiras, conforme mencionado acima.

Acreditamos que pelo menos o FGTS poderia ser liberado, para pelo menos aliviar a situação dos que agora irão para a pedra.

É a crise caminhando e deixando seu rastro.

Por Rodrigo Cintra

3 COMENTÁRIOS

  1. Perfeito. Mas jornalisticamente falando: Onde está a posição empresa? Ela foi procurada pela reportagem e não quis falar, ou não foi procurada?

    • Estamos em contato com eles, aguardando resposta.
      Não entendemos o teor de sua pergunta, Celso. Isso muda o fato de alguma forma ou você só está mesmo questionando a nossa capacidade jornalística?

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