Porto de Ilhéus será dragado para 12 metros

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A notícia de que o Porto de Ilhéus está inserido no Plano Nacional de Dragagem (PND2) foi confirmado esta semana por Domenico Accetta, Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), unidade de pesquisa da Secretaria de Políticas Portuárias do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Ele visitou esta semana o porto e os diretores da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), para já iniciar os estudos e projetos de engenharia para a dragagem de 12 metros.

Segundo o Diretor do INPH, dos três portos públicos baianos, o de Ilhéus deve receber mais intervenções do PND. “A partir desse ano se iniciam os estudos, obtenção das licenças junto aos órgãos, até a formação do processo licitatório”. Domenico estima que o Porto de Ilhéus já deve iniciar as obras de dragagem em outubro de 2018.

No PDN2 dez portos públicos já estão em estudo desde dezembro do ano passado, com conclusão prevista para daqui a um ano e meio. Domenico acredita que o PND resolverá os principais entraves dos portos públicos do país, no que se refere a melhoria do acesso aquaviário. “Só pra termos uma ideia, o Porto de Santos tem assoreamento de 6 milhões de metros públicos por ano, e, se não for feita nenhuma intervenção, o porto fica restrito. Além disso, o Plano permite que os portos atendam a navios de portes maiores”, declarou.

Dificuldades

“O Porto de Ilhéus, nos últimos 20 anos, só realizou dragagens de manutenção e, atualmente, os navios estão entrando e saindo com dificuldade porque o profundidade é em torno de nove metros. Então, é prioridade da Codeba a dragagem de aprofundamento, além da revitalização da estrutura portuária, visando tornar o porto mais competitivo”, destacou o Presidente da Codeba, Pedro Dantas.

O Porto de Ilhéus além de apresentar uma boa estrutura de atracação e operação portuária, tem uma posição estratégica para atendimento da demanda, das regiões sul e oeste do estado, bem como norte de Minas Gerais. Os investimentos promoverão a retomada nas exportações de minério de ferro, das operações de trigo em grãos. “O porto possui condições para receber uma variedade de carga de projeto, graneis sólidos e carga geral, e manter sua movimentação apesar da sazonalidade ou da variação de demanda de alguma mercadoria”, ressaltou Dantas.

Fonte: Bahia de Valor

Por Redação

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