Cosco manda oito navios para corte

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Analisando alguns relatórios do mercado internacional, bastante acessados por empresas que prestam consultoria na venda e avaliação de navios, percebemos algo que saltou aos nossos olhos.

A COSCO, um armador chinês que tem entre suas atividades o transporte de contêineres, mandou oito navios de sua frota para o corte no último trimestre de 2016, o que corresponde a 409914 TPB, sendo que o navio mais novo que foi cortado, já tinha os seus 15 anos de idade.

Os navios, construídos entre 1997 e 2001, são os seguintes: Cosco Ran, Cosco Quingdao, Cosco Sakur, Wan He, Yue He, Lu He, Jun He e Luo Ba He.

A operação rendeu US$ 31 milhões para a empresa, como pagamento pelos navios por parte dos estaleiros que compraram. Porém, a empresa perdeu US$ 93,3 milhões nesse negócio.

O prejuízo certamente seria bem maior caso a empresa decidisse manter esses navios sob sua responsabilidade, não somente pela depreciação dos mesmos, mas também pelo atual excesso de navios no mercado, tanto que a recomendação da BIMCO é clara: cortem o que é velho!

Para a COSCO, no final das contas, o negócio diminuiu significativamente a idade média de sua frota, gerou uma economia considerável relacionada ao custo de manter os navios. Adicionalmente, a empresa economizou no bunker, grande pesadelo dos armadores, e reduziu suas emissões de carbono e enxofre, ficando, desta forma, uma empresa mais “verde” por assim dizer.

Bem… empresa “verde”, mas sabe como é, né? Nem precisamos dizer para onde estes navios foram enviados e de que forma foram cortados.

É um “verde” mas nem é tão verde assim.

Por Rodrigo Cintra

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