Agências de classificação de riscos melhoram posição da Petrobras

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A venda de ativos, a nova política de preços e o equacionamento da dívida colocaram novamente a Petrobras em lua de mel com o mercado financeiro. Embalada pela alta de quase 100% no valor de suas ações desde que Pedro Parente assumiu o comando da companhia em junho do ano passado, a estatal pode ter melhora em seu risco de crédito neste ano. É que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) pode revisar positivamente a nota (rating) da Petrobras nos próximos meses. Será a segunda revisão positiva, já que em outubro a Moody’s também subiu o rating da estatal. Essa melhora permite a companhia captar recursos a taxas de juros mais atrativas.

Mas a melhora ainda está bem longe do almejado grau de investimento, título que a companhia perdeu em 2015 em meio aos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), e do rebaixamento da nota do Brasil, que também perdeu o selo de bom pagador. Porém, apesar das recuperações, as próprias de classificação de risco admitem que a estatal ainda tem uma série de desafios, como os processos judiciais em curso em Nova York, nos Estados Unidos.

Entre os pontos positivos, analistas e as agências de risco destacam a venda de US$ 13,6 bilhões em ativos – a maior parte no ano passado. Com a política de preços, a estatal vem gerando mais caixa com as altas nos valores da gasolina e do diesel, mostrando maior independência em relação ao Governo Federal. Lembram ainda do Plano de Negócios 2017/2021, focado em rentabilidade e redução da dívida. Parte desse avanço já foi verificado há duas semanas, quando a empresa captou US$ 4 bilhões nos Estados Unidos a taxas menores em relação a operações anteriores.

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Fonte: Bruno Rosa & Ramona Ordoñez / O Globo

Por Redação

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