Fusão da FMC com a Technip foi concluída

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Após aprovação em comissões anti truste na Europa e nos Eestados Unidos, a FMC Technologies e a Technip finalmente concluíram sua fusão e criaram, desta forma, a maior empresa de serviços offshore do mundo.

A operação de US$ 13 bilhões juntou o expertise da FMC na fabricação de equipamentos subsea com a posição de liderança da Technip na área de projetos e instalação de equipamentos subsea, trazendo para o mercado uma opção inovadora de uma empresa que cria o projeto, vende os equipamentos e instala. All in one… All inclusive…

A empresa agora tem o nome de TechnipFMC e iniciou suas operações na semana passada, mantendo seus escritórios e bases em Paris, Londres e Houston.

O CEO é o antigo COO (Diretor de Operações) da FMC Doug Pferdehirt, que ficará em Houston e o Presidente da nova empresa é o antigo CEO da Technip, Thierry Pilenko.

Doug Pferdehirt e Thierry Pilenko

O objetivo da TechnipFMC é de realmente oferecer praticamente tudo o que for necessário para um projeto subsea, desde todo o planejamento,passando pelos equipamentos e culminando na instalação nos projetos de petróleo e gás offshore, criando uma eficiência que vai valer o dinheiro investido, limitando, inclusive, o número de empresas interferindo num mesmo projeto.

Num momento de crise global,a proposta da TechnipFMC é a de oferecer projetos que custarão cerca de 30% a menos e espera, desta forma, não somente morder uma bela fatia do Mercado,mas também tocar diversos projetos que já estão bem atrasados.

Se por um lado seus clientes podem ver algum benefício, seus empregados já não podem dizer o mesmo. Foram cerca de 1500 demissões desde setembro de 2016,mas a empresa alega que elas foram consequência da situação em que se encontra o mercado e não devido à fusão das empresas. As demissões devem continuar, já que, após a operação, função foram duplicadas, mas as contratações devem voltar a acontecer conforme o preço do petróleo for subindo.

Isso deve demorar, já que como barril de petróleo no preço atual e mesmo nas melhores previsões, o que aconteceu com o mercado de serviços em águas profundas, tornou-o bem, menos atrativo, já que envolve altos riscos para compensações financeiras já não tão interessantes. Muitos consultores dizem que é um caminho sem volta a curto – médio prazo.

Afirmamos isso porque apesar de haver previsões indicando o preço do barril de petróleo US% 70 até o final do ano, a volatilidade do mercado continua altíssima,o que gera um ambiente de muita incerteza. Isso acaba fazendo com que grandes empresas pensem duas ou três vezes antes de fazer grandes investimentos. Um primeiro passo seria o barril realmente estabilizado acima de U$$ 60. Neste patamar de preço e sem volatilidade já poderemos ver algum horizonte melhor.

A fábrica da FMC localizada em Houston, assim como o escritório da Technip permanecerão em atividade. Porém, alguns escritórios e bases de menor porte serão fechados.

O grande concorrente a ser batido agora é a Schlumberger, que recentemente comprou a Cameron International e essa será uma boa briga onde certamente os clientes serão os maiores beneficiados.

Até há outras empresas menores,mas elas disputam uma fatia bem menor do mercado.

Por Rodrigo Cintra

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