Grupo Toisa, proprietário da Sealion, entra em processo de Recuperação Judicial na Justiça Americana

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O Grupo Toisa Limited, de propriedade do magnata grego Gregory Callimanopulos, e suas 23 empresas marítimas associadas anunciaram hoje que entraram voluntariamente em processo de Recuperação Judicial seguindo os ritos do Capítulo 11 do Código Americano de Falência, através da Corte de Nova Iorque. O caso será conduzido pela Juíza Shelley C. Chapman.

Estamos falando de uma frota de 46 navios entre barcos de apoio marítimo, petroleiros e graneleiros que são todos operados e gerenciados pela Sealion Shipping, que possui filial no Brasil.

Juíza Shelley C. Chapman, de Nova Iorque, conduzirá a Recuperação Judicial da Toisa

Consta nos documentos apresentados à Justiça Americana que a Sealion do Brasil Navegação LTDA e a Sealion do Corcovado Navegação, dentre outras empresas do grupo, não serão afetadas, prosseguindo normalmente com suas operações sem interrupção alguma.

Segundo o comunicado feito ao Mercado, a empresa alega que a queda nos preços do barril de petróleo, entre outros fatores, acertou em cheio os negócios da empresa, que tem hoje uma dívida de mais de U$S 1 bilhão.

Apesar de o Grupo Toisa, num primeiro momento, ter decidido conduzir sua reestruturação financeira fora dos tribunais, o rito dentro da legislação americana fez-se necessário para que todos os credores fossem concentrados em uma só negociação, o que permite uma conversa aberta com todos de uma só vez para que se chegue a uma solução.

A empresa possui liquidez suficiente para que suas operações e seu ótimo relacionamento com clientes e fornecedores não sejam afetados. Foi declarado oficialmente que a mesma já está conversando com seus clientes e fornecedores, que prometeram todo o suporte necessário para que a empresa se reorganize sem que seja preciso parar as operações em andamento.

A decisão foi tomada após diversas reuniões com credores durante o mês de janeiro em Londres, que não obtiveram muito sucesso levando, inclusive, alguns a solicitar o arresto de seus navios para a garantia do pagamento das dívidas,como foi o caso do petroleiro United Journey.

Os maiores credores são o Danish Ship Finance A/S of Copenhagen, com US$122 milhões, que possui uma alienação fiduciária que tem como garantia sete navios da Toisa. Em seguida vem o DNB Bank ASA,localizado em Londres, Inglaterra,com US$115 milhões, garantidos também por alienação fiduciária de três navios. Empresas como o Citibank N.A., o Export-Import Bank of China e o ING Bank N.V. também possuem créditos junto à empresa.

Para o Brasil,a princípio, nada muda,mas é normal que funcionários da Sealion fiquem preocupados, ainda mais diante duma crise como a atual.

Por Rodrigo Cintra

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