Norskan consegue fechar três contratos longos com a Petrobras e mostra sua força

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A Norskan Offshore, empresa subsidiária da DOF, conseguiu fechar três novos contratos da Petrobras, mostrando sua força em meio à baixa demanda do mercado petrolífero e reforçando sua posição de destaque no mercado nacional como uma grande player, garantindo utilização de barcos e empregos de marítimos brasileiros.

Os contratos assinados envolvem os seguintes navios:

AHTS Skandi Botafogo – O navio é de propriedade da empresa e conseguiu um contrato de um ano, começando dia 15 de fevereiro com a opção de renovar por mais um ano ao final do mesmo. O navio, construído em2006, possui 80,4 metros de comprimento por 18 metros de boca, com uma Força de Tração Estática (Bollard Pull) de 181 Toneladas. O navio possui notação de classe para ser empregado no combate a incêndio e como Oil Recover, caso necessário.

Skandi Botafogo – Foto: Edson de Lima Lucas

PSV Skandi Leblon – O navio é de propriedade da Marlin Navegação, mas encontra-se afretado a casco nú para a Norskan Offshore. Conseguiu um contrato de um ano. Foi construído em 2004 no estaleiro PROMAR I, possui 71,9 metros de comprimento por 16metros de boca.

Skandi Leblon – Foto: Lars Staal

PSV Skandi Flamengo – O navio é de propriedade da Marlin Navegação, mas encontra-se afretado a casco nú para a Norskan Offshore. O contrato é de 22 meses. Construído em 2003, o navio é um PSV 3000 com o famoso e consagrado design UT 755 L

Skandi Flamengo – Foto: Erik Azevedo

Após a baixa utilização do Skandi Flamengo em 2016, esta é uma ótima notícia e, mais uma vez, no meio de uma crise, a Norskan mostra sua capacidade de conseguir contratos longos no Brasil.

Vale à pena lembrar, pois muitos podem ter estranhado no texto, que o Skandi Leblon e Skandi Flamengo estão entre os cinco navios vendidos pela Norskan em 2015 para um fundo privado controlado pela Maré Investimentos e pela Mantiq, que deu origem  empresa Marlin Navegação. Os outros navios envolvidos no negócio foram o Skandi Yare, Skandi Stolmen e Skandi Copacabana.

Em maio de 2016 a Marlin tornou-se uma EBN (Empresa Brasileira de Navegação) e desde então está apta a fechar contratos de afretamento com outras empresas brasileiras de navegação.

Por Rodrigo Cintra

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