Petrobras em três flashes – Uns tentam alavancar as coisas, já outros…

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A Petrobras está realmente movimentada esses dias, muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e eu podia até criar uma “rapidinha”, mas vamos fala dela em três flashes pois é clara a situação da empresa.

Enquanto uns tentam levar pra frente, outros tentam puxar pra trás. Coisas desse rascunho de democracia, com “d” minúsculo mesmo, que existe em nosso país. O país onde se economizam bananas e se corta o cafezinho da crise, mas onde, ao mesmo tempo, continuamos a desperdiçar água e comida. É um terreno bem fértil para aqueles cujo caráter não é lá algo tão importante sendo, inclusive, negociável.

Vamos aos flashes.

Direito de Preferência – A Petrobras está inclinada a exercer seu direito de preferência em leilões de áreas de exploração de petróleo no pré-sal, que devem ocorrerem breve. Segundo Pedro Parente, Presidente da empresa, a utilização desta ferramenta legal será avaliada para a defesa de seus interesses nos leilões que envolvam as áreas consideradas como “muito ótimas”.

Ajuda ao Rio de Janeiro – Após intermediação do Presidente Michel Temer, o Estado do Rio de Janeiro conseguiu captar cerca de R$ 500 milhões referentes a uma dívida da Petrobras como Estado que estava tramitando na Justiça. No final das contas, o Estado retirou a ação da Justiça e aceitou o pagamento da quantia via depósito judicial. os recursos foram totalmente utilizados para pagar o salário dos funcionários da área de Segurança Pública.

Ações de sindicatos travam negociação de ativos – Ações do Sindipetro-AL/SE impediram dois negócios primordiais para a Petrobras em seu plano de desinvestimento: a conclusão da venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (CITEPE), que tinha como compradores o Grupo Petrotemex e a Dak Americas Exterior, ambos ligados à empresa mexicana Alpek e a venda dos campos Tartaruga Verde e Baúna, que estavam em negociação com a  Karoon Gas Australia desde o ano passado. O mesmo ocorre com a BR Distribuidora. A Petrobras está correndo atrás de seus interesses e já informou que vai entrar com as medidas judiciais cabíveis.

Vale destacar o argumento dos sindicatos que é sempre o de “proteger patrimônio público” em algo que, na verdade, é claramente uma jogada política muito bem arquitetada nos bastidores. Os mesmos sindicatos nunca se manifestaram de maneira veemente quando o Governo anterior destruiu a empresa através de subsídios e tudo o que a Operação Lava Jato tem revelado, gerando um prejuízo bilionário e marcando negativamente a história da empresa.

O fato é que os “acomodados” já estão com suas barbas de molho e os incomodados… Bem… em relação a esses, vovó já dizia o que devem fazer.

Por Rodrigo Cintra

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