Novas rotas são essenciais para os portos cearenses

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Apesar de avaliados como bons portos, Pecém e Mucuripe ainda não possuem todas as rotas desejadas. Por um lado o motivo está no “apetite” das empresas cearenses por exportação. Não há volume suficiente para criação de novas linhas de navegação. Por outro, há falta de organização de quem quer exportar. Isso porque esse volume que falta poderia ser suprido com a união de empresas interessadas.

Ponto positivo para o Ceará é a sua localização estratégica, permitindo linhas marítimas diretas com o mundo, o que se ampliou em termos de oportunidades com a expansão do Canal do Panamá.

Roberto Marinho, consultor internacional e cônsul de Cabo Verde no Brasil, diz que o continente africano é um grande mercado consumidor à espera de nossas mercadorias.

“Tudo que produzimos da confecção, máquinas e equipamentos, alimentos e bebidas eles consomem. A produção deles é pequena e boa parte do que eles utilizam é importado”, diz.

O detalhe que precisa ser melhorado é também a burocracia. Falta comunicação entre órgãos de fiscalização e o empresário acaba perdendo um “certo tempo” tendo que atender a demandas diferentes, que poderiam se unificar. “Receita Federal, Governo, Ministério da Agricultura, da Fazenda. Cada um pede algo, enquanto se poderia ter um portal único. Isso porque carga parada no porto é dinheiro”. Chega-se a pagar R$ 30 mil em um dia de espera para desembarcar.

O Porto do Pecém, que está em expansão, busca novas oportunidades de clientes. Rebeca Oliveira, diretora comercial da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), que administra o Porto, confirma que existem negociações para atrair novas linhas que cheguem ao Pecém. Seria por meio do “novo Canal do Panamá e sua recente ampliação, que possibilitaria linha direta com o mercado chinês”.

Política de Trump

A política protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dando prioridade aos produtos e empresas locais afeta a economia mundial. Para o Ceará, os norte-americanos têm importância, sendo os maiores compradores das commodities e produtos que vendemos. A participação dos EUA nas exportações do Estado foi de 23,3% em 2016. Por isso é importante pensar em que medida seremos afetados, sobretudo no mercado do aço.

Em 2016, os EUA sobretaxaram a entrada de aço, afetando as exportações. “Do ponto de vista de exportação para o Ceará não somos atingidos pela medida, porque as exportações da CSP são fechadas para o investidor da Coréia”, avalia Sampaio Filho, Presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (Simec-CE).

Fonte: O Povo

Por Redação

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