Diante da baixa demanda, Maersk posterga a entrega de nove navios

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A Maersk Line postergou a entrega de nove navios com capacidade de 14000 TEUs cada, em esforço para ajustar sua frota à demanda do Mercado até que as coisas normalizem. , foram encomendados junto ao estaleiro Hyundai Heavy Industries, na Coreia do Sul em 2015, num investimento total de US$ 1,1 bilhão.

Eles foram originalmente programados para serem entregues durante o ano de 2017, mas agora esta entrega será postergada em período que pode variar de um mês a um ano.

o primeiro navio deve ser entregue agora no final do primeiro semestre e o último deve ser entregue  no final de 2018.

Isso vai permitir que a empresa mantenha uma alta taxa de ocupação de sua frota e terá um impacto positivo no fluxo de caixa da empresa.

A informação chega um dia após a Maersk ter anunciado que teve um déficit de US$ 376 milhões em 2016, um número bem preocupante se comparado ao resultado de 2015, quando a empresa teve um lucro de US$ 1,3 bilhão.

A empresa acredita que o mau desempenho está diretamente ligado ao excesso de navios diante da baixa demanda por cargas que assola o mercado atualmente e acredita que o ano de 2017 será bem melhor, inclusive com a alta do frete. Para se ter uma ideia, a Maersk teve uma baixa de quase 20% no valor de seu frete em 2016.

A empresa hoje possui 27 navios em construção e espera um aumento de ganhos em US$ 1 bilhão com sua nova unidade de negócios Maersk Transport & Logistics, resultado da recente divisão do grupo em duas grandes unidades.

No Brasil, seguem diversas dúvidas sobre a fusão da empresa com a Hamburg Sud, já que isso promove uma união de forças e sinergias entre Maersk Line, Mercosul Line, Hamburg Sud e Aliança e ficamos nos perguntando se não sobrariam navios nesta conta.

O mais engraçado é que dentre diversas empresas, uma em específico, a Svitzer, quem nem foi mencionada nesta matéria e que atua ainda discretamente no reboque Portuário, vem surgindo como a maior beneficiada, se seguirmos uma das lógicas de Mercado e em breve escreveremos uma matéria sobre isso.

Por Rodrigo Cintra

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