Aker divulga resultados – uma queda de US$ 215 milhões no faturamento esperado

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A Aker, assim como diversas empresas de serviços de apoio à Indústria Petrolífera, segue literalmente “pisando em ovos” diante da baixa demanda de serviços e acumula perdas significativas.

Ainda mais agora após a divulgação dos resultados do último trimestre de 2016, onde foi mostrando que a empresa teve um prejuízo de US$ 28 milhões, uma perda 50% maior que a do mesmo período no ano anterior.

Se for levado em consideração o que eles chamam de “Special Items”, a empresa teve um gasto extra de US$ 68 milhões e está no vermelho, mas a área financeira da empresa informa que se for desconsiderados estes itens, o resultado positivo de US$ 41 milhões para o último trimestre de 2016, o que pode ser considerado baixo, de qualquer forma.

As vendas da empresa tiveram uma queda de incríveis US$ 215 milhões, o que preocupa os acionistas, já que os mesmos não receberam seus dividendos diante de resultado tão ruim.

Isso forçou a empresa a demitir centenas de funcionários em janeiro e quem ficou está preocupado,mesmo sabendo de todos os esforços da empresa para passar pela crise.

“Ninguém sabe o que vai acontecer daqui pra frente. A empresa passa por um momento difícil e a única coisa que podemos fazer é continuar dando o nosso melhor”, declarou um funcionário que pediu para ter sua identidade preservada.

A queda de faturamento esperada para 2017 é na faixa entre 10 e 15, levando-se em conta todas as previsões atuais do Mercado.

Luis Araujo / CEO – o brasileiro que está a frente da Aker mundial (Foto: Aker)

Já Luis Araujo, ex Presidente da empresa aqui no Brasil e atual Diretor Executivo Mundial (CEO) da Aker, declarou que “Os avanços operacionais de toda a empresa melhoraram no trimestre, possibilitando que se fossem mantidas certas margens em meio à desaceleração na indústria de petróleo e gás”.

“Também estamos nos beneficiando de uma sólida posição financeira e de bons relacionamentos com nossos clientes. Trimestre a trimestre, estamos cumprindo rigorosamente nossos compromissos em todos os projetos em andamento da Noruega para o Brasil e a África”, completou o executivo.

Se a empresa vai mal das pernas no faturamento, por outro lado seus planos de enxugamento de custos vão muito bem. A Aker havia planejado cortes de 30% até o final de 2017 e já conseguiu 20% em pleno início de ano.

Por Rodrigo Cintra

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