Diante de uma dívida de mais de R$ 600 milhões, Brasil Supply suspende operações e pode partir para a Recuperação Judicial

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A Brasil Supply, empresa de capital 100% brasileiro fundada em 2002 e que iniciou suas operações efetivamente como empresa de navegação em 2008, pode entrar em Recuperação Judicial em breve.

A empresa, que tem como maiores acionistas a Cotia Trading e a Família Feffer, está com uma dívida considerável e no momento não vê uma maneira de quitar seus compromissos financeiros.

A empresa tinha grandes planos de expansão de suas atividades para locais como a costa sul americana do Oceano Pacífico, a África e o Golfo do México e ficou bastante conhecida por seus barcos de suprimentos feitos em alumínio.

Apesar de um faturamento declarado de R$ 110 milhões por ano, a empresa tem uma dívida que gira em torno dos R$ 600 milhões, boa parte oriunda de financiamentos junto ao Fundo de Marinha Mercante. A situação ficou ainda pior após o pedido de Recuperação Judicial do Estaleiro Ilha S/A (EISA), que ocorreu em 2015. O estaleiro estava construindo algumas embarcações para a empresa nesta época.

A suspensão das operações acaba sendo uma decisão bastante acertada para que as dívidas sejam renegociadas não somente em questão de valores, mas principalmente no que tange à correções monetárias e prazo.

Porém, diante da crise extrema dificuldade de manter seus contratos, a Brasil Supply suspendeu suas operações temporariamente e há sérios sinais de que a empresa pode pedir sua Recuperação Judicial em breve, assim como já aconteceu com sua acionista majoritária, a Cotia Trading.

Foram 200 demissões e nove embarcações paradas, no Rio de janeiro e no Ceará.

A Indústria Naval segue pagando o preço da má gestão da Petrobras, que num passado recente tornou-se um verdadeiro “curral” de políticos com todo tipo de interesse, menos os interesses da empresa. Se somarmos a essa vergonha internacional que passamos o fato do petróleo,que vem se recuperando, ter tido as baixas que teve, vemos que,como já foi dito uma vez aqui em nossas páginas, tivemos literalmente uma perfect storm.

A coisa vai agora espirrando em todo mundo e Armadores, que geram centenas e muitas vezes milhares de empregos diretos e indiretos, acabam tendo que dar um jeito de se manterem respirando até que tudo passe.

Por Rodrigo Cintra

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