Entidades sindicais rejeitam proposta do 1×1 apresentada pela Transpetro

1

A Transpetro finalmente posicionou-se favorável ao regime 1×1 de seus funcionários embarcados, reconhecendo a necessidade de dar este tão importante passo não somente para o bem estar dos marítimos,mas também para virar uma página importante na história da empresa, enquadrando a mesma nas melhores práticas de mercado adotadas no momento.

Em sua proposta, a Transpetro apresentou um Programa de Otimização de Custos, com um plano bem delineado com objetivos, etapas e prazos.

Segundo o plano da empresa, a escala passaria a ser de 90 x 90, a princípio em seis navios da frota, iniciando sua implementação seis meses após a assinatura do ACT com os sindicatos marítimos e concluindo todo o processo no segundo semestre de 2018.

Os sindicatos marítimos, que em janeiro afirmaram em circulares enviadas para seus associados que a empresa deveria apresentar “uma proposta efetiva que viabilize a implementação do regime para todos a bordo”, agora não aceitaram a proposta apresentada pela Transpetro, algo viável, com todo um planejamento, alegando que a mesma “reduz horas extras e representa perdas salariais ao longo dos anos”.

As entidades também afirmam que a alegação da Transpetro de não ter profissionais suficientes para cumprir a nova escala não é aceitável,  pois as mesmas já vem alertando a empresa há pelo menos um ano sobre a necessidade de se abrir concurso para a contratação dos mesmos.

Diante dos fatos e da intransigência de ambos os lados, cada um com suas razões, fazemos a seguinte pergunta: de onde surgirão, de imediato, como querem as entidades sindicais, os profissionais para compor os quadros da empresa e possibilitar esta escala?

As entidades sindicais combatem veementemente as famosas “interinas” na Transpetro, pois entendem que todos devem ser concursados.

Também perguntamos: se isso já havia sido alertado anteriormente, por que a Transpetro não se preparou? Será que ela realmente acreditava que o 1×1 não sairia, contrariando uma tendência do mercado?

Um tempo é necessário e só dá pra fazer algo daqui pra frente, pois o que ficou pra trás, o que foi sugerido etc, e não foi conseguido durante as negociações, agora já passou.

Enquanto o ACT 2015/2017 não sai, ficam todos de pés e mãos atados, sem o 1×1 até que a negociação seja concluída.

Negociação é assim mesmo. Exige habilidade.

Enquanto não assinam, o colega espera mais um pouquinho a bordo para desembarcar.

Por Rodrigo Cintra

1 COMENTÁRIO

  1. Para começar: -3 x 3 não é 1 x 1; a visão sindical contra as interinas é porque o que interessa para eles é aumentar o quadro social e portanto as contribuições ao mesmo; esses pontos que coloquei eu ví e vivi por uma década… continua tudo na mesma nada mudou… 3 x 3 é piada… assim como um superquadro de funcionários para atender as necessidades da Frota, não passa e nunca passará de Utopia… continuam sonhando com o “paraíso perfeito”… O sindicato “não admite perdas” logo a negociação para por aí… Aliás acho que não há negociação…
    Qualquer pessoa que entenda um pouquinho de administração de recursos humanos sabe que a saída para essa necessidade grande de pessoal é o meio termo… ou seja, a empresa precisa de um quadro fixo(via concurso)… mas não pode abrir mão do quadro móvel(interinos)… ou seja, NÃO QUEREM O 1 X 1, então a forma viável para ambos os lados taí… negociação só exite com ganhos e perdas para ambos os lados… Nesse ponto que se chegou, a intransigência e falta de habilidade sindical passa agora a prejudicar quem está a bordo… como no caso dos ACTs offshore… é como nas plataformas… você tem os colaboradores da casa e os prestadores de serviço e ainda os tercerizados, todos trabalhando para um mesmo patrão e com os mesmo objetivos. Se na Petrobras já é assim a milênios( e os sindicatos nunca reverteram isso), porque na Transpetro não pode ser…?

Deixe uma resposta