Escândalo da carne brasileira preocupa armadores

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Com o recente escândalo envolvendo a venda de carne podre ao consumidor brasileiro por grandes conglomerados do setor, a situação preocupa diversos armadores, em especial um dos maiores em atuação no país, a Hamburg Süd.

A União Europeia, a China, a Coreia do Sul, a China, o Chile e até o Egito suspenderam temporariamente a importação de nossa carne, gerando um impacto sem precedentes na Economia e deixando de sobreaviso o armador, que em outubro do ano passado conseguiu firmar uma linha entre o Brasil e os Estados Unidos.

Para se ter uma ideia, somente a China e a União Europeia importaram US$ 15 bilhões em carnes brasileiras em 2016.

O transporte de carne bovina in natura ocorreu após quase 20 anos de negociações entre o Brasil e os Estados Unidos, concluído em julho de 2016 em um acordo que permitiu ao Brasil condições para disputar espaço na cota anual de 64,8 mil toneladas que os Estados Unidos importam anualmente.

Os primeiros portos a receberem nossa carne nos Estados Unidos foram Filadélfia/Pensilvânia e Miami/Flórida e a carne era justamente da JBS, proprietária da famosa marca Friboi, na época embarcadas pelo Porto de Itapoá, em Santa Catarina.

Agora vamos só imaginar se o FDA (United States Food and Drug Administration), órgão americano responsável pelo controle de alimentos no país, resolver suspender a importação de carne brasileira?

A Embaixada dos Estados Unidos já solicitou esclarecimentos ao Ministério da Agricultura na última sexta feira, dia 17.

O impacto vai em cima da Hamburg Süd que certamente perde esta fatia do Mercado, já que não haverá carne a ser transportada.

Só lembrando que a os EUA são apenas um dos locais para onde enviamos nossa carne por navios.

O Governo Federal tenta tranquilizar a todos e informa que foram casos isolados, que serão duramente investigados e tratados, dentro do montante de carne bovina que é exportada pelo Brasil.

A COPA-COGECA, entidade que representa os interesses dos produtores rurais da União Europeia, vem cobrando esclarecimentos e reforçou que toda carne que adentrar os países do bloco deve estar em conformidade com os padrões sanitários vigentes.

“O Brasil é o maior exportador de carne de frango e um dos maiores fornecedores de carne bovina para a União Europeia, mas estamos com um problema que põe em dúvida a credibilidade do sistema sanitário brasileiro”, declarou o Embaixador da União Europeia no Brasil, português João Gomes Cravinho.

Num mercado onde a taxa de ocupação dos navios tem sido primordial para a saúde dos negócios, isso preocupa. E muito. São muitos contêineres  a menos.

Vamos esperar os esclarecimentos em relação à nossa carne pois, apesar das reportagens que foram feitas, evidenciando este absurdo, muita pirotecnia foi também feita o que pode causar efeitos irreversíveis no mercado.

Por Rodrigo Cintra

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