Petróleo registra quarta alta consecutiva

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 31, pela quarta sessão consecutiva, revertendo as perdas registradas durante a manhã e continuando a tendência de alta vista nas três últimas sessões.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo Nymex para maio fechou em alta de 0,50%, a US$ 50,60 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para junho avançou 0,75%, a US$ 53,53 por barril, enquanto o Brent para maio, que encerrou nesta sexta-feira, recuou 0,25%, a US$ 52,83 por barril.

“O maior fator de baixa no primeiro trimestre foi o descumprimento dos grandes produtores quanto ao acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)”, disse Troy Vincent, analista de petróleo da ClipperData. “Nossos dados de exportação continuam mostrando volumes sustentados por importantes fornecedores globais, como Arábia Saudita, Venezuela e Iraque.”

De acordo com Vincent, “isso continuará a ser o tópico mais quente para o segundo trimestre”, uma vez que a extensão do acordo da Opep está no radar dos investidores. De acordo com o cartel, houve uma taxa de conformidade de 94% dos membros da Opep, mas as dúvidas quanto à eficácia e sustentabilidade do setor mantiveram os preços em uma faixa estreita durante grande parte do ano.

“Ao longo do primeiro trimestre, os estoques de petróleo nos EUA continuaram subindo, o que começou a levantar preocupações sobre o impacto dos cortes da Opep”, disse Mark Watkins, gerente de investimentos regionais do Private Client Group, no U.S. Bank, em Utah. “Março atingiu os mercados de petróleo em cheio, com o WTI caindo aproximadamente US$ 5 dólares por barril”, afirmou.

Nesta sexta-feira, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade em solo americano subiu 10, para 662 na última semana. A contagem semanal aumentou em todas as semanas de 2017, com exceção de uma.

Para Watkins, “será importante que a Opep continue a cumprir com o seu acordo e que estenda a redução da oferta para além de junho”. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Estadão Conteúdo

Por Redação

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