Iraque vai aumentar sua produção para 5 milhões de barris por dia

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O Ministro do Petróleo do Iraque, Jabar Ali Al-Luaibi, disse neste domingo que o país pretende aumentar a produção diária para 5 milhões de barris até o fim deste ano, com o objetivo de garantir mais recursos para sua debilitada economia. Atualmente, o Iraque produz cerca de 4,4 milhões de barris de petróleo por dia.

As receitas com petróleo são responsáveis por quase 95% do orçamento do Iraque, que vem enfrentando uma crise econômica desde 2014, quando os preços da commodity iniciaram sua trajetória descendente após superarem os US$ 100 por barril. A investida do Estado Islâmico no país agravou a situação, forçando o Iraque a direcionar boa parte de seus recursos para uma longa guerra contra o grupo.

No fim do ano passado, o Iraque se juntou aos países que concordaram em reduzir a produção de petróleo em 1,8 milhão de barris/dia durante seis meses, para tentar impulsionar os preços internacionais. O acordo teve início em 1º de janeiro, e prevê uma redução de 210 mil barris/dia por parte do Iraque, para 4,351 milhões de barris.

“Há elementos positivos no acordo e alcançamos muitas de suas metas”, disse Al-Luaibi, sem esclarecer se o Iraque vai apoiar uma extensão desse acordo.

O Secretário-Geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammed Barkindo, disse que o cumprimento do acordo entre os participantes foi de 86% em janeiro e 94% em fevereiro. Segundo ele, membros da Opep vão discutir em encontro no mês que vem se o prazo será estendido.

O Iraque possui reservas totais de até 153,1 bilhões de barris de petróleo. Al-Luaibi disse que outros 15 bilhões de barris devem ser adicionados até 2018.

O orçamento do Iraque para 2017 é de aproximadamente 100,67 trilhões de dinares, ou US$ 85,17 bilhões, com estimativa de déficit de 21,65 trilhões de dinares, ou cerca de US$ 18,32 bilhões. A projeção de déficit é baseada em um preço do petróleo de US$ 42 o barril e capacidade de exportação de 3,75 milhões de barris por dia.

O Iraque também enfrenta uma grave crise humanitária. De acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 3 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas desde 2014. Além disso, o descontentamento é cada vez maior entre moradores de áreas retomadas do Estado Islâmico que tiveram suas casas demolidas e agora sofrem com a escassez de serviços públicos.

Fonte: Associated Press / Estadão Conteúdo

Por Redação

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