Rogério Araújo entrega mais um esquema entre Petrobras e Odebrecht

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O ex-diretor da Odebrecht Plantas Industriais, Rogério Araújo, disse em depoimento à Lava-Jato que a aprovação de aditivos contratuais da Odebrecht em obras da Petrobras eram condicionados ao pagamento de vantagens indevidas para Edinho Silva, tesoureiro da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff em 2014 e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social. O depoimento e o pedido de investigação do caso feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi encaminhado à Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em função de Edinho ocupar atualmente o cargo de prefeito do município de Araraquara, interior de São Paulo.

Caberá agora ao MPF em São Paulo decidir por dar prosseguimento ou não ao pedido de investigação junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).Fachin encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba irregularidades e pagamentos de propina a agentes da Petrobras admitidas por colaboradores da Odebrecht, relacionados a obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo; e Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; entre outras.

Por meio de nota, a assessoria da Petrobras informou que “é vítima de todos os fatos revelados pela investigação”.

“A Petrobras segue colaborando com as autoridades e buscará o ressarcimento de todos os prejuízos causados em função dos atos ilícitos cometidos contra a companhia”, informou a empresa.

Por meio de sua assessoria, Edinho Silva informou não conhecer Rogério Araújo nem ter tratado com ele “qualquer tema relacionado à Petrobras”. A assessoria lembrou que o petista assumiu a tarefa coordenador financeiro nos meses anteriores à campanha em 2014.

“Reforça-se que todo o seu trabalho de coordenador financeiro da campanha Dilma/Temer 2014 foi realizado dentro da legalidade e que todas as doações estão declaradas ao TSE, sendo elas analisadas e aprovadas por unanimidade pelo órgão”, escreveu o assessor.

Em nota divulgada na terça-feira, a Odebrecht informou que “após a colaboração dos executivos e ex-executivos”, a empresa “reconheceu seus erros, pediu desculpas públicas e assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça, e também com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos”.

A empresa diz estar fazendo sua parte ao adotar “um novo modelo de governança” e implantar “normas rígidas de combate à corrupção, com vigilância permanente para que todas as suas ações, principalmente na relação com agentes públicos, ocorram sempre dentro da ética, da integridade e da transparência”.

Fonte: Thiago Herdy / O Globo

Por Redação

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