Corte da OPEP começa a surtir efeito

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O corte de produção promovido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países fora do cartel, incluindo a Rússia, começa a dar os primeiros frutos. A OPEP indica que os inventários de petróleo estão a encolher nas principais economias mundiais, num sinal de menor consumo. Isto apesar de prever um aumento da produção de gás de xisto nos EUA.

Os primeiros dados que mostram verdadeiramente o impacto da decisão da OPEP revelam que houve uma redução de 28,3 milhões de barris, ou 0,9%, em fevereiro, segundo o relatório mensal daquela organização. Ainda assim, há um excesso de 268 milhões de barris que os produtores pretende eliminar de forma a reforçar os preços do barril de ouro negro no mercado. Uma tarefa que ficará mais complicada à medida que o cartel vê os rivais norte-americanos a acelerar a produção de gás de xisto.

Em Londres, o Brent valoriza 0,6% para 56,57 dólares, avançando pela oitava sessão consecutiva, a melhor série desde janeiro de 2013. O contrato WTI, negociado em Nova Iorque, soma 0,49% para 53,04 dólares, na sétima sessão em terreno positivo, com os investidores à espera que a Arábia Saudita force uma nova redução da produção no seio da OPEP.

“Apesar de alguns riscos, as expectativas gerais em relação ao crescimento da procura por produtos petrolíferos nos próximos meses continuam positivas”, diz a OPEP no seu relatório mensal publicado esta quarta-feira. “A procura saudável, juntamente com elevado grau de conformidade nos ajustamentos na produção operados pela OPEP e membros fora da OPEP, deverá reforçar a estabilidade do mercado”, acrescenta.

Em relação aos EUA, a OPEP estima que a produção acelere em 200 mil barris por dia para um total de 540 mil barris diários, com a recuperação dos preços da matéria-prima a incentivar de novo investimento no setor do petróleo de xisto.

O número de explorações mais do que duplicou desde maio do ano passado, de acordo com os dados da Baker Hughes. Dados do governo norte-americano revelam que a produção norte-americana recuperou para o nível mais elevado em mais de um ano.

Fonte: Alberto Teixeira / ECO (Portugal)

Por Redação

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