Receita Federal autoriza Tecon Suape a operar como entreposto aduaneiro

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O Terminal de Contêineres de Suape (Tecon Suape) recebeu autorização da Receita Federal para operar em regime especial de entreposto aduaneiro – quando há suspensão do pagamento de impostos por um ano, em importações e exportações, até a nacionalização da carga. O regime beneficia empresas, conferindo mais agilidade às operações. Além disso, a nacionalizaçãoo das cargas também pode ser feita de forma fracionada, ou seja, quando há grandes lotes, por exemplo, o imposto pode ser recolhido à medida que a mercadoria for sendo vendida.

O Tecon não é a primeira empresa de Suape a operar dentro do regime de entreposto aduaneiro. Os recintos alfandegados da LocalFrio, Wilson Sons e JSL já ofereciam esse tipo de operação, que ganha reforço com o benefício estendido ao Tecon. Atualmente, o terminal alfandegado de contêineres tem área total de 380 mil metros quadrados (m²), porém apenas parte dessa estrutura funcionará dentro do novo regime.

No total, o Tecon tem capacidade para movimentar anualmente 700 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Somente no ano passado, o Terminal movimentou 390.508 TEUs. O Porto de Suape é o maior movimentador de contêineres do Norte/Nordeste.

Em 2016, o volume da movimentação desse tipo de carga cresceu 4%, no comparativo com o ano passado, somando 4.732.203 toneladas, contra 4.537.162 toneladas no ano anterior. A intenção da administração do Porto é ampliar essa movimentação, a partir da conquista de novas linhas e da construção de um segundo terminal de contêineres.

“Estamos identificando a possibilidade de criação de novas linhas regulares de navegação que passem por Suape, aumentando ainda mais nossa movimentação de contêineres. Além disso, celebramos um convênio de colaboração com o Porto de Las Palmas, na Espanha, para aprimorar as relações de negócios e incrementar a movimentação de cargas entre os portos nos próximos anos”, destacou o Presidente de Suape, Marcos Baptista, em nota divulgada pelo ancoradouro.

A operacionalização de um segundo terminal de contêineres ainda depende, no entando, de trâmites burocráticos do Governo Federal. É que a administração do Porto aguarda, ainda este mês, a publicação de um decreto da União devolvendo a autonomia dos portos sobre seus arrendamentos e concessões. A partir da edição da medida, o empreendimento, esperado desde 2012, poderá ser licitado.

Fonte: Folha de Pernambuco

Por Redação

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