Nem MOL, nem Maersk – OOCL Hong Kong é o maior conteinero do mundo

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OOCL Hong Kong – Foto: Lappino

Primeiro o MOL Triumph foi lançado como o maior conteinero do mundo, quebrando a barreira dos 20.000 TEUs, e isso já fez um barulho enorme no mercado. Aí veio a Maersk, e lançou o Madrid Maersk, ainda maior que o Triumph, e indo ainda além na capacidade.

Correndo por fora, sem fazer muito barulho, a OOCL (Orient Overseas Container Line) consegue duas façanhas.

A primeira foi fazer ainda menos barulho que a Maersk, algo que é quase impossível pelo já conhecido “danish way” da empresa em soltar suas informações.

Uma verdadeira “Guerra Fria”.

A segunda foi agora romper a barreira dos 21.000 TEUs.

Durante a cerimônia de lançamento do navio, que aconteceu na última sexta feira, dia 12, a OOCL batizou seu novo navio com o nome de OOCL Hong Kong,nas instalações do Estaleiro Samsung Heavy Industries, em Geoje, Coreia do Sul.

O gigante de 399,87 metros de comprimento por 58,8 metros de boca, é um dos maiores do mundo por seu tamanho, porém, por sua capacidade de transporte, o navio pode agora ser considerado o maior do mundo, com uma impressionante capacidade de 21.413 TEUs.

O navio é o primeiro de uma série de seis encomendados pela OOCL junto à Samsung por um custo total de US$ 950 milhões e vai atuar na linha Ásia x Europa, via Canal de Suez, escalando nos mais importantes portos, de Shangai (China) a Wilhelmshaven (Alemanha).

Ele cai como uma luva num mercado onde a necessidade de se consolidar cargas ao máximo, simplificando a Logística, e oferecendo melhores condições ao cliente final, mantendo-se competitivo, é questão de sobrevivência.

Será que parou por aí?

Que nada!

Tem muito navio sendo construído por gigantes como a Mersk,MOL e a própria OOCL e um Management of Change no projeto para que os amantes da Indústria Naval continuem vendo navios maiores e maiores não seria nada mal.

Quando chegarem na Enterprise a gente estabelece um novo limite, mas até lá…

A gente vai continuar aqui boquiaberto e admirando tudo isso.

Por Rodrigo Cintra

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