Simpósio debate viabilidade de hidrovias no Paraná

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A instalação de hidrovias no Rio Paraná, para reduzir o custo de transporte da produção agroindustrial da região Oeste do Estado, será o principal assunto debatido no 1º Simpósio de Transporte e Logística para o Desenvolvimento Regional (Simtralog). O evento ocorre nesta quinta (18) e sexta-feira (19), na Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), em Toledo.

Promovido pelo Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), com apoio de Itaipu Binacional, o simpósio reunirá cerca de 130 pessoas, entre professores, pesquisadores, empresários e estudantes. Estão previstos minicursos e visitas técnicas a empresas administradoras de estradas e serviços de transportes na região.

O presidente do POD, Danilo Vendruscolo, disse que os custos com logística encarecem o valor dos produtos e tiram a competitividade das empresas da região. “Não podemos ficar reféns de apenas um modelo de transporte, o rodoviário. Precisamos encontrar alternativas. E parece que a hidrovia é uma opção viável e barata”, defendeu.

Paraná-Paraguai

O professor Carlos Nadal, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), elaborou um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia Paraná-Paraguai, no Rio Paraná. O modal teria 3.442 quilômetros de extensão, saindo de Cáceres, no Mato Grosso do Sul, e terminando em Nova Palmira, no Uruguai.

Segundo o estudo, o modelo é viável para a exportação de produtos agrícolas e importação de insumos, como fertilizantes. Também seria uma boa alternativa para o transporte de cana-de-açúcar, milho e derivados de petróleo entre os Estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E ainda ajudaria na integração dos países do Mercosul.

O pesquisador defende que os investimentos em hidrovia são baixos quando comparados aos de uma ferrovia ou rodovia, com a vantagem adicional do menor custo de manutenção. No caso da hidrovia Paraná-Paraguai, o investimento seria pago em 15 anos.

O estudo indica ainda que um comboio de carga nos rios retira, em média, 1.500 caminhões das rodovias – reduzindo o número de acidentes e mortes e também as emissões de gases poluentes. Nadal ressalta que a hidrovia não tira emprego de caminhoneiros, que passariam a fazer viagens de menor deslocamento: produção-porto e porto-consumo.

O secretário-executivo do POD, Jaime Nascimento, acrescenta que a ideia não é restringir o transporte às hidrovias, mas unificar diferentes modais. Uma das alternativas seria tornar Foz do Iguaçu um centro de distribuição de cargas da região.

Realização

O Simpósio de Transporte e Logística para o Desenvolvimento Regional é realizado pela Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística do POD, formada por profissionais do Curso de Engenharia Civil da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR, Toledo), do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Agronegócio da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste, Toledo), do Instituto Latino-americano de Tecnologia, Infraestrutura e Território da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), entre outros representantes.

Programação

A programação completa do simpósio, incluindo palestras, minicursos e visitas técnicas, poderá ser conferida no site: http://ctinfralog.wixsite.com/simtralog.

Mais informações pelo e-mail: simposio@oesteemdesenvolvimento.com.br.

Oeste em Desenvolvimento

O Programa Oeste em Desenvolvimento foi lançado em 2014, reunindo mais de 60 instituições como a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), o Sebrae/PR, a Caciopar, a Amop, a Emater e a Fiep.

O objetivo é promover o desenvolvimento econômico e sustentável do Oeste do Paraná por meio de ações integradas. Atua nas áreas de Infraestrutura e Logística, Pesquisa e Desenvolvimento, Crédito e Fomento, Capital Social e Cooperação, e Energias Limpas e renováveis.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,4 bilhões de MWh. Em 2016, a usina retomou a liderança mundial em geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh gerados. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75% do Paraguai.

Por Redação

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