Marinha do Brasil finaliza primeira etapa para construção das novas corvetas

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CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – O projeto das corvetas classe Tamandaré prevê aumento do potencial de sigilo em relação a radares inimigos, além de maior conforto para os tripulantes e menor impacto ambiental. (Foto: Marinha do Brasil)

No dia 10 de maio, a Marinha do Brasil finalizou a primeira etapa do processo que vai resultar na construção de quatro corvetas da classe Tamandaré. O pontapé foi o chamamento público convidando empresas e consórcios, nacionais e estrangeiros, a participar do futuro processo licitatório por meio do qual será escolhido o responsável pela fabricação desses navios.

Os interessados deveriam comprovar experiência na construção de embarcações militares de alta complexidade tecnológica e com potencial de deslocamento superior a 2.500 toneladas. Em um mês, a sinalização inicial da Marinha em direção ao mercado obteve resposta de 21 empresas e consórcios de diferentes países. O próximo passo será dado no segundo semestre de 2017, quando haverá a divulgação de um documento com as especificações técnicas do projeto do navio.

A obtenção das corvetas é uma das prioridades da Marinha, ao lado do desenvolvimento dos novos submarinos convencionais e nucleares, como afirmou o Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, chefe da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, em entrevista à Diálogo.

Ele explicou que essa decisão sobre as embarcações da classe Tamandaré está pautada em um objetivo mais abrangente, que é o de ampliar e modernizar a capacidade operacional da Marinha. A partir daí, prevê-se a aquisição de uma série de meios de superfície, que abrange não só corvetas, mas também fragatas, navios de apoio logístico e navios anfíbios.

“A vantagem primordial da incorporação das corvetas da classe Tamandaré é a flexibilidade do novo meio, que poderá desempenhar tarefas diversificadas como proteção a unidades navais, ataque a submarinos, patrulha em águas jurisdicionais brasileiras para a proteção das atividades econômicas e eventualmente até participação em áreas sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa”, declarou o C Alte Petronio.

A corveta da classe Barroso, empregada na missão de paz no Líbano, não será desativada com a chegada das novas embarcações da classe Tamandaré. (Foto: Marinha do Brasil)

Segurança e conforto

A esquadra da Marinha conta atualmente com duas corvetas em operação, ambas fabricadas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e “empregadas em missões diversas ao longo do mar territorial brasileiro [cerca de 22 quilômetros a partir da costa] e no exterior”, contou o Contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha.

No dia 10 de maio, a Marinha do Brasil finalizou a primeira etapa do processo que vai resultar na construção de quatro corvetas da classe Tamandaré. O pontapé foi o chamamento público convidando empresas e consórcios, nacionais e estrangeiros, a participar do futuro processo licitatório por meio do qual será escolhido o responsável pela fabricação desses navios.

Os interessados deveriam comprovar experiência na construção de embarcações militares de alta complexidade tecnológica e com potencial de deslocamento superior a 2.500 toneladas. Em um mês, a sinalização inicial da Marinha em direção ao mercado obteve resposta de 21 empresas e consórcios de diferentes países. O próximo passo será dado no segundo semestre de 2017, quando haverá a divulgação de um documento com as especificações técnicas do projeto do navio.

A obtenção das corvetas é uma das prioridades da Marinha, ao lado do desenvolvimento dos novos submarinos convencionais e nucleares, como afirmou o Contra-Almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, chefe da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha, em entrevista à Diálogo.

Ele explicou que essa decisão sobre as embarcações da classe Tamandaré está pautada em um objetivo mais abrangente, que é o de ampliar e modernizar a capacidade operacional da Marinha. A partir daí, prevê-se a aquisição de uma série de meios de superfície, que abrange não só corvetas, mas também fragatas, navios de apoio logístico e navios anfíbios.

“A vantagem primordial da incorporação das corvetas da classe Tamandaré é a flexibilidade do novo meio, que poderá desempenhar tarefas diversificadas como proteção a unidades navais, ataque a submarinos, patrulha em águas jurisdicionais brasileiras para a proteção das atividades econômicas e eventualmente até participação em áreas sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa”, declarou o C Alte Petronio.

Segurança e conforto

A esquadra da Marinha conta atualmente com duas corvetas em operação, ambas fabricadas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e “empregadas em missões diversas ao longo do mar territorial brasileiro [cerca de 22 quilômetros a partir da costa] e no exterior”, contou o Contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha.

A corveta da classe Barroso, empregada na missão de paz no Líbano, não será desativada com a chegada das novas embarcações da classe Tamandaré. (Foto: Marinha do Brasil)
A primeira delas a integrar o corpo de navios de guerra brasileiro foi a corveta Inhaúma, incorporada em 1989. Já a corveta Barroso veio quase 20 anos depois, em 2008, e tem sido protagonista na missão de paz do Líbano, na qual exerceu papel de navio-capitânia até março. Segundo o C Alte Rocha, as corvetas Inhaúma e Barroso permanecerão em serviço mesmo após a incorporação das corvetas da classe Tamandaré.

Diversos aspectos do projeto das novas corvetas são destacados como aperfeiçoamentos importantes em relação aos meios hoje em operação. Entre esses aspectos está o de ser mais furtivo, resultado da redefinição do desenho das linhas do casco, visando reduzir a visibilidade do navio nas telas de radares inimigos. “A questão de ser furtivo está relacionada ao sigilo das operações e à capacidade de ocultação do navio”, explicou o C Alte Petronio. Com isso, “as corvetas poderão operar em área de interesse de forma discreta e atendendo ao requisito da surpresa na condução de suas atividades em nosso mar territorial”, completou.

O projeto das corvetas da classe Tamandaré também expressa inovação quanto a questões de conforto e segurança dos militares, além de questões ambientais. Assim, o arranjo interno do navio foi orientado para proporcionar melhores condições àqueles que vão atuar ali dentro. Estão previstas acomodações para 136 pessoas, entre tripulantes, mergulhadores, fuzileiros, pilotos e mecânicos de uma aeronave.

Em relação à segurança dos militares, busca-se a aplicação de melhores recursos de monitoramento das diferentes áreas do navio e incorporação de tecnologias que vão poupar mão de obra nos sistemas de proteção contra alagamento e incêndio. Além disso, algumas tecnologias que deverão ser empregadas nessas corvetas irão reduzir a emissão de gases poluentes e aperfeiçoar o tratamento de efluentes sanitários, de cozinha e resíduos oleosos.

Sobre a configuração do sistema de combate desses navios, composto por armas, sensores, sistema tático e sistemas de direção de tiro de armas, o C Alte Petronio afirmou que este “terá os requisitos necessários para uma ótima atuação em ações de superfície, antiaéreas, de guerra eletrônica e antissubmarino”.

Parceria internacional

Estima-se que o investimento nas quatro corvetas da classe Tamandaré alcançará um total de US$ 1,8 bilhão. No cronograma inicial do projeto, o início da construção dos meios está programado para 2019. Já as entregas devem ocorrer dentro de um período de três anos, entre 2022 e 2025.

A construção das quatro embarcações será preferencialmente no Brasil, disse o C Alte Petronio, mas a Marinha entende ser necessária a definição de um estaleiro construtor estrangeiro com experiência consolidada para a fabricação desse tipo de navio. Com isso, espera-se mitigar riscos no desenvolvimento e na obtenção do desempenho esperado dos navios. “A participação de um estaleiro estrangeiro permitirá a qualificação dos nacionais candidatos para a execução do projeto, por meio da necessária transferência de tecnologia”, afirmou o C Alte Petronio.

Fonte: Diálogo Américas

Por Redação 

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