Encalhe de conteinero na Holanda chama a atenção para a confiabilidade de equipamentos a bordo

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O conteinero CSSL Jupiter, um ULCV de 14074 TEUs, que havia encalhado na manhã de segunda feira no leito do rio Scheldt, Holanda, bloqueava o tráfego no Porto da Antuérpia, foi finalmente foi retirado do local.

A manobra de desencalhe envolveu 16 rebocadores e durou o dia inteiro praticamente, tendo o navio sido desencalhado por volta das 21 horas.

Nunca é bom um navio encalhado compondo a paisagem local.
Não é Alang, por incrível que pareça.

O incidente ocorreu após a embarcação perder o governo quando saía do Porto da Antuérpia para Hamburgo e encalhar a uma incrível velocidade de 13 nós, assustando locais. O canal ficou fechado, atrasando a programação de outros 18 navios e causando um grande congestionamento no porto.

Nenhum dano foi reportado, porém, o prejuízo causado pelo fechamento do canal e pela operação de salvamento foi elevadíssimo.

Devemos ter muito cuidado com nossos equipamentos a bordo e estar sempre atentos porque uma perda de governo ou até mesmo um apagão em nosso navio pode causar de um enorme inconveniente até uma catástrofe. Que bom que ninguém se machucou, não houve poluição do meio ambiente e nenhum grande prejuízo com o navio em si foi reportado.

Não é por acaso que se faz toda aquela rotina de saída de porto com preparação / balanceamento de Máquinas, teste de reversão, teste da Máquina do Leme e Governo de Emergência.

Foram 16 rebocadores envolvidos na operação

E mesmo com todos esses testes, problemas podem acontecer, mas mesmo assim não há by passes, firulas, invenções, nada… o que há é o procedimento e devemos estar bastante atentos ao fiel cumprimento do mesmo.

A confiabilidade e disponibilidade de nossos equipamentos a bordo devem sempre ser mantidas nos mais elevados níveis, pois os mesmos podem ser demandados a qualquer momento. Para isso, o correto entendimento e manutenção dos mesmos é primordial.

Sejamos sábios, aprendamos com o exemplo dos outros e elevemos diariamente o nível de segurança de nossas operações.

Não há outro caminho senão o do estudo, melhoria técnica e constante busca pela excelência nas operações marítimas.

Por Rodrigo Cintra

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