Profissionais experientes ou novatos? Eis a questão!

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Baseado no post do LinkedIn do colega mercante, CZA Luis Alberto, trazemos mais um assunto complexo da nossa Marinha Mercante.

– Por que existe o dilema entre contratar um candidato experiente, porém com vários “vícios” de uma vida mercante longa OU contratar um candidato “sangue novo”, que as empresas podem “moldar” na forma que elas precisam e querem ver seus funcionários performando à bordo?

“Os profissionais veteranos, além de armazenarem um precioso conhecimento e experiência, criam uma ligação de afeto com o local de trabalho, tem pleno domínio sobre os serviços que executam e já passaram por diversas áreas. No entanto, mesmo com tamanha bagagem, ainda existe um questionamento constante quanto às vantagens entre mantê-los (funcionários com idade acima dos cinquenta) ou contratar novos profissionais.

Há certas ocasiões em que o profissional que conhece “a casa” (empresa) encontra soluções de forma rápida, até mesmo utilizando sua experiência com problemas anteriores e similares para encontrar a resposta adequada.”

Por outro lado, ainda existem casos onde o funcionário antigo, “da casa”, já se sente o dono da embarcação ou empresa e não dá bons exemplos à bordo justamente por ser antigo e experiente, criando uma cultura errada para os outros funcionários da empresa.

Daí que vem, na maioria da vezes, este dilema entre o “antigo x novo”.

Sem sombra de dúvidas temos sempre que levar em consideração os dois lados da história. É lógico que também não podemos generalizar e achar que todos os funcionários antigos e experientes, com sua alta bagagem, fazem isso. E tampouco podemos considerar que os funcionários menos experientes ou mais novos, tenham nada para acrescentar ao serviço ou que todos vão ser comprometidos quanto os mais antigos.

“Não temos a intenção de generalizar os valores éticos e morais dos indivíduos nos dois lados da situação. Sabemos que existem pessoas que não têm comprometimento com a empresa e usam seu tempo de casa para inflar o ego e humilhar seus companheiros. Também existem os funcionários novos que já entram na empresa sem mostrar o comprometimento.”

“O verdadeiro profissional estende sua mão e conduz com sabedoria os que não tem experiência. Devemos acreditar no potencial das pessoas, assim como no passado acreditaram em nós, dando oportunidades para a entrada no mercado de trabalho e no nosso crescimento profissional.”

Como vocês podem notar, o assunto é complexo e os RH’s não tem como proceder como “uma receita de bolo”. Ambas as situações trazem prós e contras.

Por isso que cada vez mais as empresas investem em ferramentas de avaliação de desempenho que, quando bem desenvolvidas com profissionais onshore e offshore bem treinados, fornecem um resultado justo que pode evitar este dilema.

E você? Buscando orientação para sua carreira?

Me manda um e-mail: alan.lameira@portalmaritimo.com

Por Álan Lameira

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