Rolls Royce lança conceito de navio patrulha totalmente autônomo

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Recentemente divulgamos em nossas páginas  diversos projetos de navios mercantes desguarnecidos que podem ser operados remotamente e uma pergunta que não saía de nossa cabeça era a seguinte: Por que não fazer isso com embarcações de uso militar?

Eis que somos surpreendidos com a notícia de que a Rolls Royce lançou nesta terça-feira um projeto para um navio patrulha que vai além, não sendo apenas desguarnecido, mas sim totalmente autônomo.

O projeto conta com capacidades diversas, como por exemplo a de encontrar e desarmar minas e até mesmo monitorar a atividade de barcos inimigos em um determinado perímetro.

O navio seria totalmente desguarnecido e teria toda a sua operação feita de forma autônoma, o que causa muita controvérsia por motivos óbvios, como por exemplo o de uma falha qualquer poder causar situações extremamente desconfortáveis entre nações. Basta um disparo oriundo de falha, ou uma movimentação um pouco mais ousada e muita coisa pode acontecer.

Um especialista em armamentos e meios da Marinha do Brasil que preferiu não se identificar declarou que o mais sensato, num primeiro momento, seria uma embarcação operada remotamente, através de um Centro de Controle onde experientes oficiais e praças poderiam controlar seus diversos sistemas. “O mar tem suas regras e leis e qualquer atitude considerada beligerante pode gerar uma reação do outro lado, proporcional ou totalmente desproporcional e com consequências totalmente desconhecidas. Há que se ter cautela”, declarou o oficial.

Porém, segundo a Rolls Royce, a empresa vem notando um crescente interesse das principais Marinhas em ter navios autônomos, pois os mesmos teiam uma capacidade operacional bastante ampliada, sem riscos envolvendo tripulação e com um custo operacional e de projeto bem mais em conta.

Desta forma, a empresa apresentou um projeto de uma embarcação totalmente autônoma com 60 metros de comprimento, capaz de desenvolver até 25 nós de velocidade e com uma autonomia operacional de 100 dias sem intervenção humana.

O barco tem sistema de propulsão totalmente elétrico, reduzindo, desta forma, a necessidade de diversos sistemas auxiliares como reafriamento, lubrificação,aquecimento, etc, o que reduz sobremaneira as probabilidades de falha que exigiriam intervenção humana.

A Rolls Royce espera entregar embarcações desse tipo para as grandes Marinhas do mundo já nos próximos dez anos, e se garante em sua expertise e capacidades técnicas em diferentes áreas do conhecimento para liderar o setor.

Instalar armamentos em uma embarcação totalmente autônoma é algo pelo menos questionável, pelo menos nos dias de hoje, pois uma falha qualquer pode ter consequências catastróficas.

Acreditamos que o assunto deva ser bastante aprofundado antes de ser colocado em prática.

Por Rodrigo Cintra

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