Bertolini propõe mudança no plano de resgate do rebocador que naufragou

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Programado para iniciar na próxima semana, o plano de resgate do rebocador que naufragou após bater com um navio mercante e dos nove desaparecidos do acidente pode sofrer mudanças. Em uma reunião nesta sexta-feira (10) na Capitania Fluvial de Santarém, no oeste do Pará, a empresa Bertolini, dona da embarcação naufragada, propôs as alterações. 

De acordo com o comandante da Capitania, capitão Ricardo Barbosa, seguindo o plano autorizado pela Marinha, o rebocador seria retirado do rio e colocado em cima de uma balsa. “Após uma sondagem feita no local localizou-se outro ponto que fica a cerca de 1,5 quilômetros abaixo da posição e seguindo em direção a Óbidos onde possui 20 metros de profundidade e é mais estável”, explicou.

Ainda segundo o comandante, com a nova proposta a embarcação vai ser retirada da água e deslocada junto com a guindaste para o novo ponto. No local o rebocador será içado e colocado dentro de uma base flutuante da empresa Bertolini. “Antes que seja despejada toda a carga do peso, a ideia é que seja feito um esgotamento dos porões do empurrador para eliminar areia, lama visando diminuir o peso dela e garantir maior segurança nessa operação”, completou.

Participaram da reunião técnica a Empresa Mercosul Line, Bertolini e órgãos de segurança pública, como Polícia Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, além do Centro de Perícias Renato Chaves (CPC), órgão do Instituto Médico Legal. O documento com as alterações foi recebido pela Capitania e deve ser enviado ao Comando Naval em Belém. O órgão vai verificar se modifica ou não o plano que já oficializado.

O navio com os equipamentos de resgate chegou ao Brasil no dia 6 de novembro. Ele deve sair do porto de Macapá (AP) na noite desta sexta-feira e chegará a Óbidos no dia 14 de novembro e os trabalhos de resgate devem iniciar no fim do mês.

Durante a execução do plano será feito a restrição de navegação próxima de onde o procedimento será feito para que não haja interferências na operação. Estarão presentes no resgate a Capitania Fluvial, Polícia Civil e Militar, Centro de Perícias Renato Chaves e Corpo de Bombeiros.

Na tarde desta sexta-feira uma reunião no prédio da Estação Cidadania com representantes do Centro de Perícias Renato Chaves (CPC) e familiares dos desaparecidos para tratar sobre a identificação dos corpos que podem estar dentro do rebocador.

Fonte: Geovane Brito / G1

Por Redação 

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