Dois oficiais são presos preventivamente, suspeitos de assassinar um Comandante de navio

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A imprensa italiana noticiou que dois oficiais do navio MSC Giannina foram presos preventivamente pelas autoridades locais no porto de Gênova, que fica localizado na Itália.

A prisão ocorreu por suspeitas de envolvimento direto desses oficiais, que são de nacionalidade ucraniana, no desaparecimento do Comandante do navio, o Capitão Yuri Kharytonov, que ocorreu no último dia 19 de outubro, durante navegação pelo Mar Tirreno, de  Goia Tauro para Gênova, sob circunstâncias extremamente estranhas e sem muito sentido.

As suspeitas da Polícia local, que interrogou os oficiais nesta quarta-feira, são de que o Comandante foi morto e teve seu corpo atirado ao mar e algumas evidências já foram encontradas no cenário do crime e as autoridades prosseguem com suas investigações.

Segundo dados recuperados do VDR (Voyage Data Recorder) do navio, tudo aponta para a conclusão de que os dois oficiais ucranianos, Dmytro Savinykh, 44 anos e Oleksandr Maltsev, 43 anos podem estar envolvidos na morte do Capitão  Kharytonov, após uma discussão envolvendo problemas no motor principal do navio, que acabou atrasando a viagem de Gioia Tauro para Gênova.

As gravações mostram o Comandante do navio chamando a atenção dos dois oficiais de máquinas por causa do problemas no motor, mencionando, inclusive, possíveis medidas disciplinares.

Os dois suspeitos estão sendo interrogados por terem supostamente agredido o comandante, arrastando-o até a balaustrada e jogando seu corpo pela borda. Um rastro de sangue no convés e vestígios de sangue no uniforme de um dos oficiais apontam para o envolvimento de pelo menos um deles no ocorrido e deixando remotas possibilidade de o Comandante ter se suicidado pulando pela borda.

Navio segue atracado em Gênova até segunda ordem

Os investigadores já solicitaram um exame de DNA em toda a tripulação do navio para jutar mais evidências ao processo.

O Comandante Kharytonov foi visto pela última vez algumas horas após o navio ter deixado o porto de Gioia Tauro e a tripulação informou nos depoimentos que o mesmo não apresentava nenhum sinal de desequilíbrio emocional.

A inspeção feita no camarote do Comandante, cuja ausência não foi percebida pela tripulação até as 04:00 do dia seguinte, também não evidenciou nenhum sinal de qualquer distúrbio ou anormalidade.

As buscas feitas a bordo não encontraram nenhum sinal do corpo do mesmo.

Enquanto as investigações não são concluídas, o navio permanece atracado no Porto de Gênova até segunda ordem.

Por Rodrigo Cintra

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