Rebocador da Bertolini é finalmente içado do Rio Amazonas

1
Foto: Reprodução- Jornal Tapajós

O barco rebocador da empresa Bertolini foi içado do rio Amazonas na manhã desta terça-feira (5), quatro meses após o acidente com o navio da Mercosul Line, no rio Amazonas, perto do município de Óbidos, no oeste do Pará. Os trabalhos de içamento estão sendo feitos por uma empresa holandesa há 22 dias. Nesta terça, o rebocador foi puxado para a superfície, preso a um guindaste.

A cábrea, uma espécie de guindaste flutuante, está posicionada às margens do rio Amazonas. O rebocador foi movido do local do acidente para facilitar no içamento. A correnteza forte também dificultava a operação. Nesta terça-feira, o içamento ocorreu em definito pela empresa holandesa, uma força tarefa que teve início às 8h30. O trabalho no local é lento e exige muita cautela.

A próxima etapa foi a busca e o resgate das nove vítimas desaparecidas, que poderiam estar ou não dentro do rebocador, e cinco corpos foram encontrados, pindo fim à angústia de familiares. Os trabalhos foram executados pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), órgão do Instituto Médico Legal (IML). A operação reuniu diversos órgãos de segurança pública do Pará, entre eles, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros.

Etapas do plano

1. A primeira foi a chegada do guindaste flutuante e a realização da inspeção por sonar estacionário de alta definição, para saber o posicionamento do empurrador no rio Amazonas, e, posteriormente, a instalação do sistema de fundeio (quadro de boias);
2. Na segunda etapa foram resgatados os corpos dos desaparecidos, com a participação do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), auxiliado pelo Corpo de Bombeiros. Só após o içamento, as equipes desses órgãos tiveram acesso ao rebocador.
3. A terceira etapa foi destinada ao transporte das vítimas, em uma embarcação específica. Atendendo ao pedido das famílias, o CPC vai acelerar a retirada e identificação prévia, para evitar a exposição.

Foto: Reprodução – Jornal Tapajós

Dezenas de pessoas acompanharam a operação. Ao menos 50 familiares dos desaparecidos no acidente estavam acampados às margens do rio durante vários dias, para ver de perto a retirada da embarcação e o resgate das vítimas. 

Após concluído o içamento do rebocador, encerraram-se os trabalhos da empresa holandesa Smit contratada pela Bertolini. O empurrador foi colocado em cima de uma balsa da Bertolini, que possui um dique. 

Rebocador em cima da balsa – Foto: Débora Rodrigues / TV Tapajós

O içamento do rebocador foi o ponto final da dolorosa história que abalou nove famílias. Mas, segundo Gilmar, depois da identificação dos corpos e sepultamento, se iniciará uma nova história. “Essa nova parte caberá à justiça condenar quem quer que seja culpado por isso”, ressaltou.

Desde o início da operação de regaste os familiares acompanharam o passo-a-passo da execução do plano. Não havia mau tempo que os afastassem das margens do rio Amazonas. Muitos chegaram a acampar próximo ao local onde a embarcação foi levada e contaram com a ajuda de ribeirinhos, que desde o princípio viram a luta das famílias em buscas de respostas.

 

Fonte: G1

Por Redação 

1 COMENTÁRIO

  1. ninguém fala do culpado. se fosse culpa do comandante, certamente já estariam condenando o pobre…o silêncio evidencia que o culpado é alguém maior!!! quem será????

Deixe uma resposta