Navio mais “verde” do mundo está em desenvolvimento

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A FORWARD é uma parceria empresarial que pretende combater as emissões globais de navios utilizando como ferramenta a promoção da ideia de que o gás liquefeito natural (LNG) como combustível marítimo.

A ideia foi concebida pela empresa Arista Shipping em 2013 e apresentada em 2015 ao Mercado, e desde então tem chamado a atenção de todos por ter identificado todo o potencial do LNG na Indústria Marítima e tem participado de pesquisas e desenvolvimentos na área.

Como resultado de todo este engajamento, a FORWARD conseguiu desenvolver um projeto gecnicamente confiável e comercialmente possível, com muita responsabilidade ambiental desde o projeto e que vait esuzir o custo do transporte marítimo, modernizando a indústria marítima e definindo um novo padrão de navio para o futuro próximo, com possibilidades de início de atividades já em 2020.

O navio desenvolvido é um graneleiro que já será construído dentro de tudo o que é preconizado pela Legislação Ambiental, tanto as regras já em vigor como as que entrarão em vigor em breve, incluindo o Energy Efficiency Design Index 2025 standards, NOx Tier III e o Anexo VI da MARPOL, que fala sobre emissões de gases de enxofre (SOx).

Os aspectos mais relevantes desse projeto são os tanques de armazenamento de LNG e a utilização de motores de quatro tempos de velocidade fabricados pela Wärtsilä com sistema de turbocarregadores de estágios acoplados por meio de power take-off / power take-out e take-in (PTO / PTI). A propulsão possui um hélice de passo variável.

O projeto não possuirá geradores auxiliares, porém, toda a tecnologia embarcada oferece um alto nível de redundância e segurança para as operações, assim como um altíssimo nível de manobrabilidade.

O projeto pode ser desenvolvido em escala e toda a tecnologia aplicada neste projeto pode também ser aplicada a navios conteineros e navios tanque.

A Arista juntou esforços com grandes nomes da Indústria Marítima como a ABS (American Bureau of Shipping, uma das maiores sociedades classificadoras do mundo), a Deltamarin (um grupo que desenvolve projetos de navios, engenharia offshore e construção naval, operando mundialmente na indústria marítima e offshore), a GTT (Gaztransport & Technigaz), a empresa que é líder de mercado e especializada em projetos de sistemas de membranas para serem utilizadas no armazenamento e transporte marítimo e a Wärtsilä, que dispensa apresentações. A Royal Dutch Shell está também ligada ao projeto, pois vai dar suporte na distribuição global do LNG.

A Disponibilidade de LNG não deve ser considerada um obstáculo em relação à sua utilização como combustível marítimo, já que os navios hoje recebem a maioria de seus abastecimentos de óleo pesado em portos onde já há atividades envolvendo o LNG ou em implementação.

Mais adiante a cooperação da Shell vai garantir a disponibilidade de LNG em pontos estratégicos pelo mundo, levando-se em conta as 14.000 milhas náuticas de alcance que o navio poderá desenvolver utilizando o LNG.

Por Rodrigo Cintra 

1 COMMENT

  1. Uma pergunta que me faço sempre e agora pergunto a vocês. Falando em navio verde: Navios tem fossa séptica ou jogam tudo no mar ?

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