Marinha promove hoje chamamento para a construção de quatro corvetas

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A Marinha promove hoje, na Escola de Guerra Naval, um chamamento público à indústria naval para a construção das quatro novas corvetas Classe Tamandaré. Os navios fazem parte do programa de modernização da Esquadra brasileira e deve aquecer a Indústria Naval brasileira.

As Corvetas da Classe “Tamandaré” (CCT) incorporam melhorias contínuas nos projetos já desenvolvidos pela MB, por meio de inovações tecnológicas e buscando corrigir deficiências encontradas nas classes anteriores mantendo os aspectos positivos. A nova classe de corvetas possibilitará o incremento do número de navios escolta em atividade na MB, permitindo a manutenção da atuação nos cenários atuais, adequando-se as novas tecnologias e as necessidades de capacitação para a moderna guerra naval.

Serão investidos US$ 1,8 bilhão neste projeto, com a entrega prevista para o período de 2022 a 2025. Um primeiro chamamento público já havia sido feito em junho deste ano e empresas nacionais e estrangeiras foram consideradas.

O projeto Tamandaré, que toma como referência básica a corveta V-34 Barroso – lançada em 2008, projetada e construída no Brasil –, é avançado, com grande carga digital, sistemas e armamento de última geração. O Navio é definido por muitos como uma mini fragata.

Esses são os menores navios de escolta e ataque entre todas as categorias. A Marinha do Brasil, que tem urgência no plano, possui planos para comprar até 12 embarcações em um prazo longo. Os oito navios mais efetivos da MB, fragatas compradas a partir dos anos 1970, foram modernizados uma vez, mas terão de ser aos poucos desativados até 2028.

O grupo contratado terá de fabricar as corvetas aqui no Brasil, em parceria com empresas do setor naval nacional, com amplas transferência de tecnologia e compensações comerciais, e o projeto deve aquecer a área que está sofrendo demais com a crise.

Por Rodrigo Cintra 

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