Rússia e Arábia Saudita seguem alinhadas no controle da produção de petróleo

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Foto: Pavel Golovkin / AP Photo

Os sinais progressivos de reequilíbrio no mercado de petróleo e a perspectiva de aperto na oferta até meados de 2018 podem levar a uma saída gradual dos cortes de produção e a um aumento na produção da Opep e da Rússia, disse o Goldman Sachs, em uma nota de pesquisa datada de terça-feira.

Apesar de uma previsão de forte crescimento da produção em 2018 nos EUA e em países fora da Opep, o banco de investimento espera que os estoques permaneçam abaixo dos níveis sazonais.

Os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros países, liderados pela Rússia, estenderam em novembro seu acordo para reduzir a produção em 1,8 milhão de barris por dia (bpd) até o fim de 2018, para acabar com o excesso de petróleo global acumulado desde 2014.

A produção de petróleo da Opep caiu em novembro em 300 mil barris por dia (bpd), para o seu nível mais baixo desde maio.

O Goldman Sachs manteve sua projeção para o preço médio do Brent em 2018 em 62 dólares por barril.

No entanto, o banco disse que o aumento da produção da Opep, juntamente com o aumento da produção dos países que não fazem parte do cartel, até o segundo semestre de 2018, poderia levar a preços mais baixos.

O Rei Salman, da Arábia Saudita, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram na quinta-feira por telefone e concordaram em manter uma estreita cooperação para assegurar a estabilidade nos mercados globais de hidrocarbonetos, afirmou o Kremlin em comunicado.

Durante a conversa, o líder saudita expressou preocupação com um ataque de mísseis contra Riad por um grupo rebelde baseado no Iêmen em 19 de dezembro. O Kremlin disse que Putin condenou o ataque e que falou sobre a necessidade de uma investigação minuciosa a respeito.

Ambos também ressaltaram a necessidade de esforços mais ativos para se conseguir um acordo político na Síria, disse o Kremlin.

Fonte: Reuters

Por Redação 

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