Petrobras leva multa de R$ 100 milhões e apresenta plano de descarte de água de produção

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A Petrobras assinou com o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o termo de compromisso que estabelece medidas para ajustar o processo de descarte da água de produção de 28 plataformas na Bacia de Campos (RJ) às exigências da legislação ambiental.

O documento define cronograma de ações durante período de transição de dois anos para que o teor de óleo e graxa na água de produção em todas as plataformas atenda aos parâmetros definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), considerado o método SM 5520-B.

Como medida compensatória para reparar os danos causados pelo descarte da água de produção, a Petrobras deverá investir R$ 100 milhões em projetos de conservação da biodiversidade marinha e costeira.

O documento foi assinado pela presidente do Ibama, Suely Araújo, e pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, na sexta-feira (23).
A maior parte dos recursos de compensação, de R$ 60 milhões, será destinada ao programa GEF-Mar, programa gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente para a proteção marinha, e o restante ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.

A empresa também deverá disponibilizar barcos para a fiscalização ambiental federal e serviço de monitoramento aéreo na região das plataformas marítimas.

Para a presidente do Ibama, o compromisso vai gerar maior rigor no controle dos padrões de qualidade da água que é descartada nessas plataformas. “Representa avanço histórico para a proteção ambiental, sem dúvida alguma. Também reflete amadurecimento na relação entre o Ibama e a Petrobras.”

A negociação para a assinatura do termo de compromisso durou mais de seis meses e teve participação de técnicos, corpo jurídico e dirigentes do Ibama e da Petrobras.

“O Termo de Compromisso reafirma o comprometimento da companhia na melhoria contínua dos seus processos produtivos, em conformidade com os requisitos técnicos do Ibama, bem como o seu cuidado e respeito ao meio ambiente”, informou a Petrobras em nota.

O documento abrange as plataformas P-52, P-54, P-55 e P-62, no Campo de Roncador, da UO-Rio; P-38, P-40, P-51 e P-56, no Campo de Marlim Sul, da UO-Rio; P-18, P-19, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37 e P-47, no Campo de Marlim, da UO-BC; PPM-1, no Campo de Pampo, da UO-BC; P-43, no Campo de Barracuda, da UO-Rio; P-53 e Cidade de Niterói, no Campo de Marlim Leste, da UO-Rio; P-65, no Campo de Enchova, da UO-BC; P-50, no Campo de Albacora Leste, da UO-Rio; Capixaba, no Campo de Cachalote, da UO-ES; Cidade de Itajaí, no Campo de Bauna, da UO-BS; Cidade de Anchieta, no Campo de Baleia Azul, da UO-ES; Cidade de Vitória, no Campo de Golfinho, da UO-ES; P-48, no Campo Caratinga, da UO-Rio; e PCR-1, no Campo de Curimã, da UO-RNCE.

Fonte: G1

Por Redação 

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