Maersk recebe autorização para vender seus ativos petrolíferos para a Total

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A A.P. Moeller-Maersk A/S declarou nesta sexta-feira que recebeu o sinal verde das autoridades da Dinamarca, através da Energistyrelsen, a Agência de Energia da Dinamarca, para seguir com a venda da Masrsk Oil, sua subsidiária para negócios no setor de petróleo, para a Total, sinalizando, desta forma, a conclusão de uma transação de US$ 4,95 bilhões.

Após o negócio, que deve ser concluído até o final desse mês, a Maersk permanecerá com 3,76% das ações da Total, que vai assumir o controle da Maersk Oil, portifolio de serviços, obrigações e direitos com pré condições mínimas, gerando o menor impacto possível nas atividades da empresa que estão em andamento.

A aprovação da venda, no entanto, está sujeita ao cumprimento de algumas exigências, dentre as quais se destacam a aceitação por parte da Maersk em ser a co-responsável pelo descomissionamento das instalações offshore da empresa na Dinamarca, que hoje correspondem a 31,2% de participação no Dansk Undergrunds Consortium (DUC), já que a Total não teria recursos para cobrir os custos desta participação.

O DUC foi estabelecido em 1962, quando a antiga empresa A.P. Møller (agora chamada de A.P. Møller-Mærsk) conseguiu a concessão para explorar petróleo na Dinamarca, sendo apoiada inicialmente pela Shell e pela Gulf, e posteriormente pela Texaco e pela Chevron, essas duas últimas que acabaram se fundindo. O objetivo do DUC na sua criação era o de ajudar a então A.P. Møller a produzir petróleo da melhor forma possível. Atualmente a composição do DUC é a seguinte: A.P. Møller-Mærsk (31.2 %), Shell (36.8 %), Chevron (12 %) e Nordsøfonden, a petrolífera estatal da Dinamarca, que entrou no consórcio em 2012 (20 %).

Para se ter uma ideia da importância do DUC, ele é responsável por cerca de 90% da produção de petróleo no setor dinamarquês do Mar do Norte, cobrindo 1635,7 km2 de área exploratória.

O negócio segue a estratégia da Maersk de focar no seu core business, que é Transporte Marítimo e Logística. Estratégia bastante adequada para o momento vivenciado pela indústria petrolífera mundial, onde o barril de petróleo, que vem subindo com os esforços dos países da OPEP e Rússia, ainda é uma incógnita para os mais conservadores.

Por Rodrigo Cintra

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