Opinião – Petrobras e Shell sinalizam grandes investimentos no Espírito Santo e…

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Pedro Parente, Presidente da Petrobras, declarou nesta segunda-feira, dia 2 de abril, que a Petrobras deve investir R$ 10 bilhões no Espírito Santo nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito durante o evento de lançamento do Anuário da Indústria de Petróleo do Estado do Espírito Santo, promovido pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES).

A empresa já programou o envio de 700 funcionários para o Espírito Santo em julho, que deverão ocupar o prédio da empresa em Vitória, o Edivit, que chegou a ser visto durante um bom tempo como um verdadeiro elefante branco pelos capixabas, e assim continuará sendo visto até que seja plenamente ocupado, pelo visto. É só perguntar lá na Reta da Penha…

A Petrobras também informou que mais da metade dos recursos de seu Plano de Negócios e Gestão destinado ao triênio 2018-2022 será direcionado para o importante projeto de Parque das Baleias, no litoral sul do Estado. O projeto envolve uma FPSO que deve entrar em operação em 2021 e deve trazer consigo muitos negócios para o Espírito Santo.

Mais boas notícias 

No mesmo evento, o Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, anunciou a criação, em parceria com a BR Distribuidora, de uma empresa de capital misto para a distribuição de gás no estado e ainda sancionou o REPETRO, permitindo uma série de incentivos fiscais para o fomento de negócios no setor de petróleo e gás no Espírito Santo, tornado-o mais atrativo para empresas e investidores.

Já o Presidente da Shell no Brasil, André Araújo, informou que a Shell tem um compromisso de ampliar os investimentos no Espírito Santo. A empresa tem hoje uma produção de 40 mil barris de petróleo por dia no estado e deve instalar em breve uma nova sonda em seu projeto de Parque das Conchas, que segue em sua 3ª fase, para que se consiga otimizar a produção do campo, mantendo-se o volume de petróleo produzido mesmo sendo este um campo já considerado maduro.

Petrobras e Shell assumiram o compromisso de investir em pesquisas, indo bem além do que se viu até hoje no estado, porém, isso vai depender muito da qualificação da mão de obra local e investimentos públicos principalmente na área de Educação. A pergunta que ficou no ar é justamente se, com a qualificação atual, os capixabas conseguem ser inseridos em peso nos projetos que vem por aí. Ou será que a mão de obra será importada de outros estados, quiçá países?

O pessoal está de olho bem aberto com essa situação toda, ainda mais em se tratando de ano de Eleições, não é mesmo? Não tem ninguém bobo nessa…

Já a pergunta que ninguém faz e que deixa um grande espaço para especulações é sobre a CPVV, a nossa conhecida Companhia Portuária Vila Velha. O que será feito da CPVV?

O Terminal da CPVV, que por anos abrigou as operações da Petrobras, desde a saída da estatal nunca mais foi o mesmo, e o que se vê hoje são atracações esporádicas de navios empregados no Apoio Marítimo. A especulação local, desde muito tempo, é de que a Shell colocaria toda a sua operação baseada no local, mas nada de concreto foi feito ainda, pelo menos não oficialmente.

Ficou na especulação mesmo.

Há uma boa movimentação na VOL, a Vitória Offshore Logistics, que também oferece uma certa infraestrutura aos seus clientes, mas nada comparável à CPVV.

Além dos já mencionados, Porto Central vem aí, com Infraestrutura de primeiro mundo (pelo menos é o que se espera) e localização privilegiada, em Presidente Kennedy.

Ficamos na expectativa de ver o Espírito Santo voltando à sua posição de destaque no cenário petrolífero e, mais que isso, o Poder Público agindo para que isso aconteça, sempre entendendo que quanto mais Estado, menos desenvolvimento. A Iniciativa Privada está aí, aguardando as oportunidades para movimentar a Economia tendo a Indústria Petrolífera e Marítima como grande locomotiva para isso.

E é aquilo… Dependendo dos resultados nas urnas, tudo (ou nada) pode acontecer.

Por Rodrigo Cintra

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