A direção da Petrobras decidiu desativar todas as operações aéreas de transporte de funcionários às plataformas de petróleo a partir de aeroportos no litoral de São Paulo. Os voos de helicópteros foram transferidos este mês, em definitivo, para o Rio de Janeiro, onde agora ficam concentradas as operações à Bacia de Santos.

A estatal alega, oficialmente, redução de gastos para justificar a decisão. Em Itanhaém (SP), no Aeroporto Estadual Antônio Ribeiro Nogueira Jr., a companhia investiu R$ 14 milhões na última década para modernizar um terminal voltado a 600 voos anuais com destino às plataformas de petróleo Merluza e Mexilhão.

“Não há previsão de retorno no horizonte do Plano de Negócios vigente. A transferência para [o Aeroporto Federal Roberto Marinho, em] Jacarepaguá (RJ) é definitiva, pois gera economia para a Petrobras, considerando a demanda prevista no atual Plano de Negócios”, declarou a companhia, nesta sexta-feira (27), ao G1.

As operações da estatal em Itanhaém, entretanto, foram interrompidas em 16 de fevereiro deste ano, depois que a nova administradora da instalação, a concessionária Voa SP, desativou a brigada de incêndio. Por regra da companhia, a Petrobras somente opera voos em terminais que possuam equipes de emergência.

Até 12 de abril, segundo informações oficiais, os embarques e desembarques ocorreram na Base Aérea de Santos. “Não houve qualquer problema na operação. No entanto, trata-se de uma base militar da Força Aérea, que nos concedeu o espaço temporariamente, para operarmos apenas até que a situação fosse resolvida”.

Nesse intervalo, a Voa SP tentou reverter a debandada ao contratar os funcionários brigadistas da empresa terceirizada que havia sido dispensada. “Os bombeiros foram colocados conforme alegada a necessidade, mas a operação não retornou”, informou a concessionária, que diz também não ter alterado as tarifas à estatal.

A Petrobras, todavia, informou aos funcionários, em abril, que os voos seriam concentrados em Jacarepaguá, em “caráter definitivo”. “[Com a mudança,] a logística dos trabalhadores das plataformas de Merluza e Mexilhão é a mesma dos trabalhadores das demais Unidades de Operação da Bacia de Santos”, declarou.

Ainda segundo a estatal, os voos realizados pelo aeroporto de Jacarepaguá atendem às várias plataformas, sondas e embarcações que operam na Bacia de Santos, cuja unidade central de controle permanece em Santos. Na instalação fluminense, são 175 voos semanais, embarcando cerca de 1.650 passageiros.

A Petrobras declarou que negocia com a concessionária Voa SP o rompimento do contrato vigente de operação no aeroporto, previsto para vencer somente em janeiro de 2019. A companhia foi questionada pelo G1 sobre o quanto vai economizar com a transferência dos voos para o estado vizinho, mas a mesma não

Fonte: José Claudio Pimentel / G1

Por Redação 

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