Uma empresa com lucros crescentes e custos decresentes, bem diferente do que era há bem pouco tempo atrás. E parece que foi ontem. A Petrobras que estava desacreditada, completamente tomada pela corrupção em diversos níveis e com um valor de Mercado baixo, vai ficando para trás.

Sem resultados, o negócio ia se perdendo em meio a um caos político e ao aparelhamento do Estado por estruturas que defendiam os interesses de grupos políticos chafurdados em corrupção, tráfico de influências e desvio de verbas. Some-se a isso uma administração totalmente política da empresa, com uma desastrosa política de controle de preços e de defesa de interesses de todo tipo, menos os da empresa.

Compra nebulosa de uma refinaria em Pasadena, no Texas, por um valor acima do mercado.

Escândalo do COMPERJ, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, que seria um ativo crucial no crescimento da empresa e aproveitamento dos potenciais do pré-sal. Um empreendimento que em 2008 foi orçado em R$ 22 bilhões e que já consumiu R$ 45 bilhões, mais que o dobro, sem ficar pronto. Mesmo após a sua paralisação, a obra ainda custou à Petrobras R$ 2,7 bilhões, com custos relativos à rescisões contratuais e desmobilização de equipes e equipamentos.

Como se não bastasse, a crise mundial do petróleo lançou o preço da commodity em níveis extremamente baixos.

Eis que em 2016 a empresa chega ao fundo do poço, juntamente com o Governo que aí estava e que sofreu um Impeachment. Pedro Parente assume a presidência da Petrobras e começa um plano de recuperação da mesma.

Foco na sua atividade principal, otimização dos gastos com atividades secundárias, plano de desinvestimento com a venda de ativos que davam apenas prejuízos para a companhia. Baruho de todo lado. “Especialistas” de todo lado dando todo tipo de previsão absurda, como se possuíssem uma bola de cristal, sem um mínimo de técnica. Era Política… Pura e simplesmente Política.

No cenário internacional, a OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo, juntamente com a Rússia, iniciava um plano de cortes na produção mundial para que o preço da commondity se elevasse. E o plano deu certo. O petróleo vem recuperando seu valor e batendo altas seguidas.

Neste último pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, a BOVESPA, a Petrobras teve uma valorização de mais de 10% em um único dia, a maior dos últimos tempos, e teve seu valor de Mercado aumentado em R$ 29 bilhões. E em que pese o receio de investidores relacionados à possível mudança de Gestão na empresa, dependendo do resultado das próximas Eleições, as duas prinicpais ações de Pedro Parente à frente da empresa já mudaram a cara da mesma de forma definitiva: A aprovação da Cessão Onerosa e o Plano de Desinvestimento com a venda de ativos.

Assim, podemos afirmar seguramente que a eficiência da nova Gestão da Petrobras tem feito toda a diferença, desempenhando seu papel com maestria e aproveitando as condições oferecidas no cenário internacional. Saber lidar com este cenário é também a marca de uma boa gestão.

No caso desta alta específica, especialistas afirmam que foi uma combinação dos seguintes fatores: alta nos preços do petróleo, diminuição de custos com equipamentos fora de uso, redução de despesas em geral, capitalização ocorrida com a venda de campos petrolíferos, volumes e margens maiores na comercialização de gás natural e maior lucro com venda dos combustíveis e derivados.

A alta nos preços do petróleo ocorre devido a queda drástica nos estoques de petróleo, já sob controle em face do racionamento conduzido pela OPEP. Esta queda é consequência do recente anúncio dos Estados Unidos, mostrando menores estoques no país, e de sua saída do acordo nuclear com o Irã, o que também vai reduzir a disponibilidade de petróleo no mundo, aumentando o seu preço. O preço do barril BRENT batia agora às 14:30 a cifra de US$ 76,94.

Ver a Petrobras rumo ao topo da BOVESPA, tendo fechado o pregão de ontem avaliada em R$ 341,4 bilhões, sendo que em fevereiro de 2016 a empresa chegou a valer R$ 67 bilhões, faz com que toda a cadeia petrolífera brasileira e atividades correlatas, direta ou indiretmente ligadas à Indústria petrolífera, possa novamente ser movimentada e prova que uma gestão técnica, produz resultados efetivos, enquanto uma gestão política vai apenas aumentar a conta a ser paga e produzir apenas isso… mais política.

E o preço? Bem, o preço é pago sempre pela Sociedade, estourando lá na ponta mais fraca desta corda: o cidadão comum.

Parabéns à equipe liderada por Pedro Parente e a todo o esforço feito para que nossa atividade petrolífera volte a ser competitiva, gerando emprego, trabalho e renda no Brasil.

Por Rodrigo Cintra

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